Relatório apresentado ao conselho municipal de Belém na primeira sessão da decima primeira reunião ordinaria da nona legislatura, em 1913

RELATORTO 113 Das 51 escolas, que esta municipalidade mantem, a mai o- 1 ia funcciona em simples salas de casas particulares e até mes.'– mo em habitações collectivas, havendo em todas ellas comple to desconfôrto, por isso que não preenchem os fins a que são des– tinadas. Nem melhores são as condicões do nosso mobiliario. E ' elle construido ·s~m obedecer a reg1:as, feito d'um unico tamanho como se os alumnos tivessem todos a mesma altura. ' Os bancos são dem.asiadamente afastado das carteiras e em alguns casos juntos demais. Ha escassez de mobiliario apropriado, emfim. , , Resulta desta anormalidade de (;arteiras um g rave • prejuízo para as crianças, que são muitas vezes obrigadas a tomar posi-: cões irregulares e defeituosas. ' Por uma série de observações, verificamos que a área mé– çlia das salas onde funccionam as aulas, é de 25 metros q ua– d rados, podendo comportar no maximo 20 alumnos; dedu z-se d~ste facto a gra nde desproporcionalidade entre a á rea apro,·ei– tavel e o numero de 50 alumnos, fixado por lei° para limite de m.atric.ula ~· ainda mais, deduziremos que actualmente cada me– tro qt\adrado é oc~upado por dous alumnos no mínimo , espaç o insufficiente para permittir que os mesmos possam appli car.:.s·a livremente aos seus estudos. · Quanto as pondições de ar e..luz•, não se pode espera r· t] ue as co0.strucções ·, onde funccioóaiu - ás escolas ns tenh am, poli guanto (oram construi~as naturalmente para . um .outro fim, que não' este ;a ~ ue .estã.Q, se pre~ta ndo. . -:.: , . Será de grande vantagem para melh orar as condições relati– vas ao excesso de irequencia, o desdobramento das e::icolas ba– seando-o no quadro de matricula e irequencia , oro-anisado' pela commissão. Este quadro indica com facilidade as escolas que mais ur– <rente poderão ser diviçlidas, visto talv.ez ser presentemen te im.: possível attender de prompto a esta _medida con'l ·elr.ção ao todo. porque, como dissemos, 9is actuaes escolas não pe rmit t~m ! um~ frequencia superior a 20 alumnós. • Um- outro ponto ·de relativa irnportancia. Lembr~mos tambem · a idéa da crea5ão de g rupo escolare. nos bairros de Canudos, Prad o e Pedreu:a , que poderão s ubsti:. tuir com vantagem as escolas locaes, em n sta de , sabe rmos ex: , _ tirem alli muitas crianças que não recebem instruccão. ' · ,:::, Os edifidos para os g ru p~s deverão ser c0nstr'u idas sob . bases, d~ um ~1r?jecto econom1~~; que _sejam mesmo barracõ:: com areas sufftc1ente para reunn os alumnos do logar e onc'e 0 ar e a luz penetrem livrem,en te . , .

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