Relatório apresentado ao conselho municipal de Belém na primeira sessão da decima primeira reunião ordinaria da nona legislatura, em 1913

RELATORIO 107 Com effei to, é inacreclictavel que ob vari as moda lida– des se desdobr urna me ma arte ou ciencia, por serem di– ver sos o auctores, que e collocam m ponto de vista clif– fer entes, sendo facultativa a apropriaçã o d'e te ou d 'aquel– le livr o, para ensina r uma cli cip1ina áqu elle que pelas sua condi cções psychologica , exig rn uni formid ade no es tylo e no enca deamento el a ma teri a, el e molde empre a fac ilita r a tra nsmi são e a per cepçã o. R a zões de ordem pro teccioni ~ta , ou antes de ord em de– primente ci o cer ebro infa ntil e el a juventude, t êm s ido a cli– r ectriz pa r a a adopção de compencli os em nosso meio, on– de as livrari a st ão abarrot ada de compil ações objecti van– do a mercancia clirectamente, e indire tamente a confusão e prejuiso a in trucção. O auctor es, em sua ma iori a , ao compo rem-n'as, tive– r am a preoccupa ção de exhibição el e erudi ção, já com o es– t ylo gong orico e a nti -p dagog:iC:o, já com defin ições, r egr a e demonstrações longas e fa t1d10sas, que o professor escru– pu lo o nece._sari amente tem de r elegar e _ub tituir por ex– pressão ingela , famili a r tanto quanto po 1vel, e r eduzindo o vocabul a 1-io de ma neira a poder con eguir que o estuda n– te a. simile e fi xe o obj ccto m m_ira_. . A inte lli g-encia em volu ção mc1p1ente assim o exige. Um e pirito io·norante de termos e car ente de idéas não pode to h . 1 ' r eceber in-tohan o con cc1mento e as co u as exterior e , quan- do pa ra tran. mittil-as se emp regarl? termo nã0 vulgari ados. Dar uma defini ção phil osoph1ca a uma cria n a d 'uma cou a que se póde expor e11:1 cli cç~o ada ptavel ª.º cer ebro des– provido de toda bag agem lttteran a, é a té um cnme e O profes– sor primaria que o pratica não é profes or, é r epetidor de t exto. P a ra elimina r de vez , elas escolas , o ensino a bstracto hodi ernamente abolido e condemnado, torna-se necessario i; em aux ilio do professorado que começa pela convivenci a ou pal estras amiudad~s, nas quaes o a sumpto obrigatorio seja o metborlo a segmr. E ste deve em a bsoluto ser _concr et? e Í!1 tuitivo e aquel– le deve ter alguma bermene\1 ~1 <;-a e di spo 1ção pa ra O ma– g isterio, ou a ntes vocação d<:c1d1da, de modo qu encar e sua pro fi ão como um sacerdoc10, que é.. . O en ino deve ser de ta l modo mm1strado, que uma vez a cri ança j á saiba lêr, _ lhe dê de ua peq uena tar efa do di a , a paraphra e ou uma 1déa dar ~ do que leu, em ling ua– g 111 a mais simples, qu e for pos 1vel, como suggerimo ,, e d'ahi em dian te se lhe fo rneçam todas a veze que der li– ção de leitura, e g rada ti vamente, ynonyrnos com os quaes

RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0