Relatorios aprezentados ao Sr. Governador do Estado do Pará, Dr. Lauro Sodré, pelos chefes das repartições estaduaes
-227- --- -- -------- <e b~cil que é li, r . o d e um instruido que é escrà o, rc sao an:bos ig ualme nr contrario á nature za. ssim cc Cl?mo_mstruir um povo e lvag m , inicial -o na ci, ilisa– « çao, e fazei -o i nfalli e lm nt li, re, assim tambem rc derramar-lhe 111 onda a liberdade, antes de lhe ha– <c ve r d e rrarnado a luz da instru cção, é o mesmo que cc condemnal-o por um lona-o t mpo á dura escravi- « dão . )> ( 6) . Ora, s e uma a ção só lucra quando os s eus ha- bitante s s e in s tru em, claro tá qu e a educação inte l– lectual não aproveita só ao individuo que adquire-a, m~s tambe m á coll e cti v idade em que ll e vive . Log o, a 1 ~s trucção não é só um bem particular, mas tambem social: é, pois, um hem commum. E se ella é um bem commum, a ig norancia, que é a sua opposta, deve se r por força, e o é r ealment , um mal á soci edade. Con - eguintemente, nin g uem deve te r a liberdade de pro– curar ou não a instrucção, pois qu e ningu em te1 a faculdad e d e produzir indiffe rentemente bem ou mal á · humanidade : a obri o-a ção de sempre faze r bem á esta cl e".'e, pois, correr p~re lha com a obri gação de se. in s– truir. _E s e o Estado t em pena com qu e r~z pu111r os malfe itore s da humanidade, porque razão cl ellas exclu e o pae qu e cria e conserva os seus filhos completamente analphabe tos, como futuros mal es á soci edad e e pre– j uizos á Nação? . . . Emfirn, será licito, em um pai z republi_cano, o_nde os cidadãos são chamados a gerir os negocios _publico~ e a e scolhe r os o-er e ntes d 0 s me$mos negocios, sera licito. dig o, s e r-s~ ig norante ? . S e hoj e o dire ito de eleitor, is to é, o re~onhec~– me nto d e leo-itimo cidadão é entr nós confe rido unt- e ' came nte a qu em sabe lê r e escr ·ver. e certame~te_uma inju s ti ça clamorosa con sentir qu e a g rande ma1ona ela (6) Jules :-jimon-obr. cit. pag. 25~ .
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