Relatorio apresentado ao governador do Estado do Pará, dr. João Antonio Luiz Coelho pelo Secretário da Fazenda dr. José Antonio Picanço Diniz, relativo ao anno de 1911 dr. José Antonio Picanço Diniz

-'- l - Uma vez perdida a up remac1a que com ella temos no mercado nada nos restará. A grande cultura dentro de poucos annos, talvez em me nos de dez, forço- samente influirá no preço . As qualidades inferiore não são para d spr ar dada a quan tidade cada e i 4 mai or. As nossas qualidad s inferiores- a entre-fi na, o se rnamh ', :-,oh n.: t11d0 este ultimo, augmcntam assustadora me nte.: . Preci samos e tar prcparaJ os para a reduCf:ào <l irnp st que cobramos so br ella afim de facilitar a co111pde 11 cia . D Yemo. quanto antc.:s, j[1, irn111cdi:11 ame nte, não só in iciar a planta,io methodica e pro,·eitosa com adaptar os 1m·th odos racionacs para o preparo e benefi ciamento do latc.:x prec ioso . A borracha de ve merecer-nos verdadeiro ca rinh o, po is que 11c lla re p u sa a nossa formna, o nosso b~m es tar. .rld illstar do que se fez no su l co111 a J efesa do c:tíé, 0 11 0:-.so prime iro objcctivo será a defesa da borracl1a, o que é: rnuito mai s simpl es e menos pe ri – goso, porquanto não li a na borracha actua lmcntc supcrprodu cc;io, nem li a matcri a primaqueasubstitúanaappli-:at;io indu strial cada vez mai s crescente 4ue va i t ·ndo. Esta dcfrsa constitúe um n ·rdacleiro plano de g n : rn c co nsistirá não só nos favores que as leis actuat:s concedem aos agricu ltores yara plantação e exportação como pri ncipalmem na crea •ao do institut de credi to agrícola apropriado a faci litar elementos aos productores para resis tirem aos rnan jo dos intermediarias sempre interessados na baixa <lo pre~o e facilitar re.cursos para a maior plantação de hevea que possamos faze r. » Um anno depois no re lataria de 1911, eram minhas pa lavras: - <1Quand? . s– cre\·iamos em 1909 que a bo rracha merecia-nos ,·erdadeiro carinho e nd imtnr do que se fez tm S. Paulo com a defesa do café, o nosso principa l ob jectiYo deYcrá ser a defesa da borracha, enunciava.mos· uma verdade pa lpi ta n te, ~uj a de– monstração hoj e os factos vem-nos trazend o fremente · in e luctavd. b · 1 · · o con he- Não ana em nossas pa avras uma proijhccia, uma antec1paçao 17 . cimento das cousas futuras : era a logica terríve l do phenome no eco non:i co com– mercial que nos arrastava a Yer, a apa lpar a continge ncia e precanedade da nos a situação. Um dos nossos sabedo res cm taes assumpros O sr. Amando Mendes cuja comp tencia nestes estudos é hoje notoriamente conhecida íormú la na _se nt~n- r•·1 "gu1·ntc ·t 110 J • 1 l";:;º Lic problema tao v ita l -., s-. ' rma que ut:vemos seg u Ir na c;o l -.'' . para nós: -Contra o mal de Ceylão a plantação e n 1 larga esca la.. • _ Um dos maiores obstaculos ao emprego <l c capitaes extrange iros entt e nós é o espantalho J'cssa contribuição que absorve \' Ín.tc cinco por cento, a quarta P arte do pn.:ço porque é cot·i I b l . . , ua a orrac 1a. >> Ho1c, mais llm anno l)assad <l . . 1 "ºtULi'> 111 .-.ntcnho o mesmo ' · • n c cxpc n c.: nc1a e l e '-J '- ·• tno~o <le pensar. A expectativa que então se nos anto lh:wa, hoj e é temerosa rt:altdJdc. A nossa situa"ão •·c·o · d · r s )1· ·tos . ., " nom1ca e financeira é para fazer esa n1ma os e I n . m ais reflecndos antevendo-se as • d'ffi \d d nosso fu tu r maio res 1 cu a es em ·

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