Relatorio apresentado ao governador do Estado do Pará, dr. João Antonio Luiz Coelho pelo Secretário da Fazenda dr. José Antonio Picanço Diniz, relativo ao anno de 1911 dr. José Antonio Picanço Diniz
G.rll E m obediencia a pr ci t co n. tit ucional '" nho tra ze r a'"· ,c. o rela iorio tb ccrcta ri a da Fne nd a rl'btiYo ·ao ann de 1911. ÜL·sobri gando-111L' pc l:t ult i111a YL' Z d'cssc de,·e r cumpre-me tornar pa L' lllL' o me u ag rad ecime nto pL'la ccrnfianc.-a com quL' rn e honrastes no largo pe ríodo de qu a. i um lu ·tro dl: admiiiistração. [ , com o nós r lacori o. ante rio re. julgo de toda a conveniencia precede r a demonstra ão dos se n ·i os a m eu ca rgo d al g umas pala\'ras que syn t he risem o m od po rque ve nh o nc:trand a itua ão econornica e financeira do Estado·. 1.:, como · trata-: e do bal a nço d uma . administração penso se r de hôa log ic:1, antes de occtq ar-ml' do exercicic de 19 11 , recapitular as ide ias emittidas nos rclatori os / an tc.: ri o res, te nd o assim a p rova de que não houYe erro nem dl'scaso, nem impre,·idencia de nossa pa rte no e ncarar a g ravidade do problema. Quando "· exc. assumin o go,.-e rn o do Estado em r909 Yi11hamos sahind o · do pe ríodo ag udo da c ri e dL· 1908 e, nos dous primeiros anno de go" rn o, ti vem os - de recompor o nosso equili rio financeiro dos atrasos qu nos acarre túra a cri se . , ,·aliando a situat;,lo naqu L" lk 111 omu1to c p rocurando :ipura r as n:spo usa– hilid:id cs do cliesouró do brado ri,T a honra de diri g ir-\'OS o oHicio cll' 1 o Je Ab ril de I 90 9 e co 11st111re d:1 vossa me nsagem d'csse anno . Pud1..' 111os assim L'lll r1..·su m o -a kular os recursos cou1 qLÍ e cont,l\·a1110s e quaes · as medidas nccessaria s a tomar p:tr~t alli \' iar a . ituaçào que nos aflligia. Poste ri o r111 e nte \T rificou-se que mai o res do que e nüo apontadas e ram a re ·– po nsa bilidades do Estad o . Ern 19 10 escre,·ia eu no relatorio do exe rcício lk 190 ~: «Si11ro te r de di sco rdar do ge ral , mas estou co1wencido que cumpro um dL"ve r chaui a nd o a arren 'ào dos co n; pc tc ntes e dos responsa,·ei s pelo progresso do 1:-'.stad o . nossa s irua<;;'io eco nomica é mais precaria do qu e parece; sorn o:-. um po\·o 11çí brc L' a fortuna particular in sta vcl. Soffremos o mal dos pai z ·s que . ,·1,·c111 d:1 s indu stria s L'x tracti ,·as com <> aggra,·ante de só termos um producto de Yalo r a bo l'facha , d sto C\1 1110 os o utros rep resentam parcellas minimas em n os50 rec ursos . O problema g ra\'C. Lm ·an do q u a. i a to talidade da bo rra cha que ho je se torn o u 1;rnndial é muito se rio e um o lhar em nosso balan ço ,·e rifica rn os qu e e lh r pre. enra da no sa reCL·i ta.
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