Relatorio apresentado ao governador do Estado do Pará, dr. João Antonio Luiz Coelho pelo Secretário da Fazenda dr. José Antonio Picanço Diniz, relativo ao anno de 1911 dr. José Antonio Picanço Diniz
- 6 - foi t:posra coin rodo o cuidado, procur;111 !o- s mostrar a superio rid ad e qu tem con s rYado até boje.: sohre :1 borracha de p lanta ão. E' assim qu e devemos lembrar a importan t íss ima commi ão dcscmp nhada pe lo Jr . J acques Hu be r ind o ao O rien1e para examinar o s pr ce · os d cultura ad ap tados lá . Com o medid a com plcm ntar proc u rou o gO\·e rn do Estado rga– n isa r a de fesa, já com a le i sob re a re finação d bor rac ha, jí1 c m a gara nt ia da fundação de um ba nco d e cred ito ag ríco la e h ypothc.:car io, j;'1, finalment · t nrando um plano de intcrH:nção comm c.: rc ia l pa ra d a r a c~rabi lid a J e necessa r ia ao mercado . Não tenios o ut ro pri nn porque d e,·a m os e ncarar o problema ; c llc se n s apresenta pel a mesma fo rma, sob o mesmo aspccro e os annos que se têm passa do ,·c.: 111-nos affirm ar, pelacxpe ri e nc ia, pe lo es tudo dos compet ntes qua l a un ica solu – ção qrn.: lhe podemos J a r : a pl a n tação da bo rracha SL' r:l o rc.:cur~o de 9LlL' d ·,·L·m )S lançar mio para restabc.: IL:ccr a nossa ,·ida cco nomica tão co !llbalid a . ão devemos perder de Yista :t g rand e ,·c rda d c · d e q ue tão cêdo 11 :10 terem s su pe rµ roducção; apesar do augme n ro ,·c.:rdadc irame n tc giga n tesco quc.: ,·amos ter na µrodu cção J o Oriente a indust ri a abso rve rá sc 1J1 p rc e cada ,·cz ma i., toda :1 bo rracha que se offe recc r, , ta l a m ul tiplici dade, a i n ffniJaJt! d e app licaçc 1 cs quL· vae te ndo e quan to me no r fo r o preço ma io r sc.:rf1 L'Ssa a p p licaç,i o. [<; to é sa bi'd o de todos os que e dedi cam ao estudo d o ass um pto . . D esde que tenhamos capitaes e braços su ffici e n r s, J csde gu c pos· a n10s abaixa~ o custo_ da nossa producção, podem s affi rmar, a q u estão acha-se resoh-i d a. Attrah1r o capital, .garantil-o conYe ni cn teme n te fo m e n tar uma forte correm . . . . ' 1mm1gratona constituem o comp lemen to necessa r io das m edida s guc te m . ido apontadas. As ques tões <lo tran sporte e <la taxa _;ributaria devem se r r.esoh-idas o 111 a 1s breve possível. . Na Ma lasia a tribu tação é ins ig nifican :e, 2,5 °; 0 c já se trata d e d imi n ui:• esse 11nposto. Apesar da remu ne ração compensadora que tem tido o s capitacs em pre– gados na plantação, já se prevê em fut_uro proximo d imi nu írem esses lucros com 0 augmenro da producção que vamos te r. E' ass im q u e os es pec ia listas ca lc u lam que não será a mé,Jia do preço em Lond res n o ann ,·i nd o uro s upe r ior a ci nco shillirigs P r lib ra, preço esse que fata lm e n te dccli11:1rá n o-; :urn os s•!guintes . ,\ o preço Je cinco '> hillings o :; nossos luc ros se rão me quinbos dad a!> as des pesas com que oneramos a noc;sa borracha . Quanto ao preparo do nosso p roducro, a u~ifor_,nização quanto possivel do rypo fino , a d. iminuição do se rnamby são me– didas igualmente utilissimas. Ainda não temos como liquidada a s uperioridade da borrac ha de p lantação sobr a noss1. pesar da propaga nda doe; intn ssad s .rn d eprim ir a ,105s,1 borr;i- cha clla · · · ' continua a manter-se vantajo a ,ne ntc. Uma contra propaganda organizada em nosso fa vo r nos m e rcados co nsu mi - dores actuaes e nos su .· 1 . • . - 1 · d. • l - - ppttL os por estes, um se rv iço de míormaço es, e e nu gaçao constante a · T · i:: . u 1_ 1 anam e!ucazmente a acção do gove rno . ão d e vemos pe rd e r d e vista o c.:ncarnJCamento c . . . d D .. om qu e procura-se ann 1q 111 llar O nosso p ro uc ro . evc- ID06 combatei-o ser- ··1 ndo-n d ' ' os as mesmas armas de qu lançam m ão.
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