Relatorio apresentado ao governador do Estado do Pará, dr. João Antonio Luiz Coelho pelo Secretário da Fazenda dr. José Antonio Picanço Diniz, relativo ao anno de 1911 dr. José Antonio Picanço Diniz
-7- . er:'1 necL·. s,m facili tar , d qualqm:r fór rna :i abertur:i de . tradas para o no so sen:io, int rcss:1l-:1s por concessões co111pc11sacloras :1 capital · ' mpr.t' d confiad do n c;c; 1r:1i :; p li1ic, .. Cín 1ti nún ~ r ~• ns.1 r q11 c na :ihertu ra d ec;tra das nos Yall • d< :\ i11gi'i e T :quj<'>:-- , 1r:~ZL'1Hl o-:1s até } 1n:1 rgt· 111 do \rn azo na -; L's t~ a p s_ib ilidade d · auo111e1110 d:t 11nss:1 11roducc:'io :1i11da l)()J.e cstacionaria. . :--- ~ De quanto s -r:'1 sse :1ug111enro é qucst:i.o a resoh·er. Prci,'iamos le,·.ir em conta 11:io sú a supcrlicie por cx plnrar corn o a de11. idade <la população o apro– ,·ei1a111 em 1 na -; exploraçõl'.s actuacs. Em rodo o caso pr curei c:ilcular n dobro da produ cçiio actual a média. Para isso k,·am . em conta que a exploraçõ :tct u:t t·s seguem s ri os e affiuenres, p las margens até perto das nascen te e para o Ct'll tro ~xren dcm-se a p ' no d 'º kilom t>tro.' . Hoje sabemos qu os se ri11gnciro e cauchciros atra\'essam constantemente do raguay:1 para o Xingú e <le ste para o Tapajú e que no alto Rio Fre co, affiuente do- Xingú, existem dou s nucl os de povoação -em e tado prospero. O Itaca) una jú · ü se 11do tr:ib,tlhado a grand di stancia, tornando- mais íacil o tran s1orce pelo Xing(1 do qu pelo raguaya. O nlle do Tapaj ós acha-se 11as mesmas condições. S;io Manoel conta em sua margem paraense ruais de Yinte barracões de negocio . Som nte [1 distancia maior Je trinta kilomeuos pode– remos onrar com terrenos desoccapados. Em mappa que organi z i com o Doutor J. Huber, Director do foseu Gceldi, procuramos determinar a probab ilidad da nos a reserYa. Essa reserva é con titui- · da pelo':> ,·all s do Tapajós Xingú e ainda p la pane superi or do Anapú, Jacundá e iJac:1j :'t, sendo que a part inferior pouca producçào tem apresentado. Par:1 diminuir a 11 óssa confiança cm úo gra n<l zona por aprO\·eitar, não de,·emos esquecer qu e os se ringaes antigo t ndem · diminuir a sua producção e o cancho pela man eira porq ue o extrahimos, desapparece rá rapidamente. D'ahi a con,·cniencia da plantação m loga res de mais facil accesso e de Í:r:rnspone mais barato. Ao lado da industria da borracha pen. o qu e não deYemos abandonar, .comó temos fito, . a cultura do cacáo. Das experiencias que conheço pude conclu ir que l'.ntrc nós essas duas culturas feita s conjunct:imenre dão magn ifico r sulta<l os, dc·,·cndo-se notar que se sómente aos cinco ou seis annos podemos come ·ar a ·x tr:ic .ão <lo latex <la s ringu ira, com sa idade o cacaueiro entra em pl ena producti,·idad ·. Entcn lo, ainda, que cada Yc:z mais se torna mi srér a intervenção do go\'erno na manipulação ci o nosso mercad() de borracha . Para contraba lan ar a especulação do intermediari a , spmenl a acç,10 do poder publi o, agi ndo no interesse geral, l:1ciliramlo o inrcrcambin dir ~ctu ·ntre o ~ r,, ducror e o consumidor, e\'itando o jogo irnmodcraclo dos preços, norma li zandoquant passivei a offe rta , :issim teremos debcllado parte do mal. A gn esfão capit:il para mantermos a nossa Yida c.:conomi ca e adm inistratiYa conseguirmos substiLUir por L ut ros os recursos que só, exclnsiyamctH só , encon– tram;s no imposto de exportaçã . erá difficil ncontral-o de prompto. Já f i lembrado o imposto territorial, cm condições minimas e isentando a pequena
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0