Relatório dos negocios da Provincia do Pará

'( 16) p·ofundo da nahu·esa sons de vozes humanas. ~ahi para ver o que era. Contrastava com a esctu·idaõ do céo e com as humidades que desciaõ em espessas nuvens de ne· l)_lin~, ~quellas cantigas de alegria, e aquella mnl– tidao de pequenas luzes semeadas pelo meio da vastidaõ do rio. O que é aquillo ? Perguntei eu ao meo piloto: Sn,õ os pescadores: sr., que vem vindo das cam– bôas, e que estaõ alegr es por que pescar aõ muito. , Tomei nota do facto · e coufi:ontando--o com ' ' outros e outros, chegt~ei á seguinte conclusaõ : ' O paraense t rabalha tanto, coro? trabalha qual- .quer outro homem no nosso impeno; a pretendida · facilidade de es tender a maõ e colher os produc– tos da naturesa naõ é taõ gr ande, como se diz; é, p elo menos, equivalente ao esfor ço da lavom·a em outras pr ovincias; no entretanto seus r esultados sn_õ muito menores, porque naõ se podem_ esíab~– l ecer onde colhaõ os productos de urna mdustna :fixa. Insisto sobre isto, porqne é muteria. muito iin- port ante. · Ila certas men tira. , qne {t custa de ser emr epe- tidas muitas v ·ses, passão afinal co~o verdades. I sto da preguiça dos paraenses e ~ma d'elJas. Não ha nada mais simples do que discorrer so– bre a f~cilidade dos productos da naturesa, sobre a colheita do cacáo dos oleos e da borracha, de dentro d'nm bom g~binete e rodeado dos confor~ A tos da vida, como conunu~cnte o fazemos, . Mas, mettei- vos em uma canôa pot eRpaço de s,e~ m_ez .·, t~ndo por unico alin1_ento fructas ,sel– , a 0 ens e farmha, com ao-ua· dormi ao relento n mn b "º ' h . terreno co erto de um palmo de lama, ttm1do, doentio, suj eito a sezõcs, sem r eçurso algum no

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