Relatório dos negocios da Provincia do Pará

' ( 'J.õ ') .sorte, .qúe d'esses generos, por um ladó não irnpor– tariamos, por outro ]ado o.grande proprietario, visto como não tinbã de se occupar com a producção de generos de consummo local, trataria unicamente de obter generos exportavejs. Não sei se tornei bem claro o meu pensamento; uma consideração mais, e ficará elle completo. A classe, .a quê eu chamei de pequenos pro– ductores no Pará, vive ociosa a metade do annor po1v quanto ou se dedique á colheita da bor– racha, ou a do -cac~ío, da castanha, da extrac– ção dos oleos vegetaes, l!eo trabalho s6 póde ter lugar dm·ante seis mezes, de modo que os outros seis mezes passa .ociosamente, isto é, sem nac1a– produzir. Se tivessemos uin meio de fazer com que ap– parecesse uma -lavoura fixa e não nomade, o que aconteceria ? Elles colherião esses produc– tos naturaes pela mesma forma qqe o fazem até hoje, e ainda produzirião mais o resultado dessa lavoura fixa. Por outra, em vez de trabalharem uriicamente seis mezes no anno, trabalharião um anno, o que quer dizer, em vez de produzirem 50, produzirião 100. J{t vedes, pois, que a ma.teria merece muito es- tudo, e rr.mi ~á consideração. . A prmc1pal causa, pela qual não existe a pe– quena lavoura no Pará não é como geralmente ~e diz, a preguiça dos p~.raense;. A preguiça é .de facto uma causa, mas naõ é a principal, e sim falta de capitaes e de instrucçaõ. Uma ,occasiaõ eu viajava, quando desci o To– captins, ás 2 horas da madrugada para aproveitar ::i. maré, escrevendo dentro do camarim do bo'– t-e algumas notas ele cousas que havia observa~o dut·ante o dia , quando ouvi 110 meio de silencio

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