Relatório dos negocios da Provincia do Pará

( 14) Por. ora. não ~e tratà disso. . Colonisacão de es• trangeiros aqui no Pará é utopia. ' E de mais, se com os braços qu_e possuimos poM demos triplic:1-r nossas rendas. provincial e gera1, com que fim importar estrangeiros antes de haver conseguido fructificar os nossos ? E' melhor e mais rasoavel que eduquemos prirneh·__ _ :~t.e nos- so povo, que por esse ~ eio elevemos nossa indus– t ria a um gráo de aperfe1ço~mento grande, do que estar a faz er despezas com importação de homens, que, não estando acostumados com o nosso clima , u sos e costumes, são · em pouco tempo, e por v ia de r egra, consumidores que nada produ- 2c1n . Nas províncias do sul do imperio exist e uma cla~se que não h~ no Pará-. é a do pequeno lavra.. dor. Nas do R10 de J aneiro, S. P aulo e Minas Geraes todo consummo de generos alimentícios é fomecido p elos br aços do p equeno lavrador. ... Nada se importa, excepção feita de generos que n ão se produzem no pai.V-_, de modo que t ambem o dinheiro não sahe para fóra. A producção . de generos ali~enticios, aqui no Pant é p equen a; importamos muita cou s~ , e, o que é p êor a producção d'esses generos ahmenticios cm vc; de_ser ? r esultado da industi:ia dos peque– }l os propnetan os, é o resultado da mdustria dos fascndeiros. Pergunt,areis v6s: á n6s que nos importa,,.que seja p1:oduz1do ppr este, ou P?r ~quelle-1, com tanto , 11.e seJa prod?z1do na p~·ov1nc1a ? . E u vos r es, 11onc.krei que importa mmto, e vou deroonstr-al-o. . S e o pequeno proprieta.rio produzisse no Pará p ela mesma forma por que o fazem nas tres pr°' vi11cias apon tadas, o gTande proprietario tra taria de produ~ir unicamente geueros expor taveis, De

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