Relatório dos negocios da Provincia do Pará

Hnjritos pela, sua ignoraneia e estado selvagem n. 1 toda a sorte de vexames que se p6dc imagi...J nar. As 1:1-euidas q ne se tem adnptado para, protc– gcl-os, isto é, a de dar-lhes dircttorc~·, longe de pro<luzi.rem bons effeitos, tem coucorri<lo extraor– dinariamente pant a sua clcsgra<;a. Por via de l'cgra, o,.; dircctorcl':! <l.e al<lual':! a<1ui 110 P:1rú f\a0 cHtt1·0~ tautos negociante;; que recebem elo _g·o':crJ no brm<les para gratuitamente dal-os aos 111d10s, e que, em vez de assim proccucn:rn, i:;c1Tcm-;;e delles para obterem os procluctos que com tanta tlifficul<l.a<l.c e risco de "icla arrancaõ da 1~aturc:;a. Nuó é o peor. Servem-se tla autoridnJe que so– bre cllcs exercem, obrigaõ-11Dti a trabalhar, tomão– lhcs o que é sco, e, quando o índio reclama con◄ trn isso, fazem vexames de toda a :.;orte ! Dons ou trcs dias <.kpoio de tomar pos;;c da ~ulrninistraçaõ entron-mc pelo pabcio a dei:t.ro um :rucliaua, ai:ompm1hado ele toda a sna fanulrn, e d1ssc-me-qu1..: , iulm puui,• prot0ec:nõ contra a;,; extorsões, tle que tinha si,Io v1cti111a, nrraJLcaw.lo– ~e-lhc dous filhos, e dando-se-lhc:s praç:t de a- 1n·e11llizet:1 mnri11h,:iroH. l'i11 ulÍ 1·1.:almeu te eorn padeeido d' aq nella fami- lia, composta de homens e mull1cre8, entre os quaes 1:56 o pac fallant mal a linrrua porturrucsa. 1\fan– '11.:i inm1cdiatamente ao at•tenal de n~'lrinha vêr o::; aprcucli;c:J,. e fiquei consternado quando se aprc– Jltntarao dumtc de mim <lua:; pobrc8 _c1:ca!1c;a:,;, en– f«t~elaclas em roupuH ue panuo cn11d1ssm10, que nao t:1a\Jiaõ fallar o portugucz, e já sujeitas ao vcxa– ll\e ele lllna viela tanto mais acerba pnra elle::; quauto nmi1:1 livremente haviaõ !:!ido creaclos ! • l\fondci-lhc1:1 iunncdiatamentc d:tr baixa, cons– ClO de que o goye1·uo iIDp1.:rü~l lmvm de approva.r 1

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