Relatório dos negocios da Provincia do Pará
< ll ) riof!, e fazendo cessar o imposto quasi prohibitivo e pesado que e1les pagão. Sir Robert Peel, o grande ministro ino-lez, <lis- te uma occasião no parlamento: 0 , Todo º~ in~posto prohibitivo cria protecçâo; toda protecçao importa e corresponde a monopo– lio. > Isto é uma verdade cvangelica em adminis- trnção. . Desde qt~c existem pesados impostos sobre el!i– ::se commerc10; desde que os homens que yão para os seringaes tem necessidade de commerciar com alguem, quem é que se anima a acompanhal-os? Unicamente essa classe de homens ousados, que pouco tendo a perder, fião-se cm sua nulla posi– ção social, atirão-se a tudo, porque tudo se lucs converterá em lucro. Portanto: o commercio livre com os scringnci– roR me purecc o unico mC'io de acabar com o mo- 110polio dos rcgatõt>s. Sei que entre alguns <l.e v6s existe o pensa– mento de q_ue os meios coercitivos produzem of– foito. Ett creio qnc não; mas, como não conheço ainda bem a província, nem estes negocios, deixo a. materia. inteiramente ao vosso estudo. Indiquei 'O meo pensamento, não como cousa assentada, mas como idéa que por ora me parece verdadeira. Estudai o :issurnpto, dae-me a lei que enten– <.lcrdcs couvcmcnte, e vamos tentar a experiencin. por este anuo. Se o.r~sultado não for bom, ircn~o~ pouco a pouco cort1gmdo com as luzes da pratica aquillo que pela pratica nos for indicado. Entre os productorcs existe uma classe mais infeliz e desva.lliJ.u, do que todas as outras-é a. dos pobres in<lios que se internão pelas matt~s, c1 ne n~o couhec~m o valor da moeda, e que cstno
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