Relatório apresentado ao conselho municipal de Belém na primeira sessão da decima primeira reunião ordinaria da nona legislatura, em 1913
132 REL-\TCRIO Nos qua renta e cinco di as decorridos de 16 el e Ma r ço a 30 de Abril que fi nda , c? egou-se á evidenci~ de qu <=: as_ n_ov~ medidas postas m pratic a, tr ouxer am sens1vel_ d1mmmçao a s despezas fei t as. nilo obst ante a~ reformas rad1caes por que passou o ma terial rodante, ~ pinturas , conce rtos, mud ança do serviço noctur no para cl mr~o, augm«=;nto das zo? as ur– banas em que eleve er pr oced1_da a capmação; er v1ço p~r– manente de seis carros po r tate1s, nas r uas calçadas; ser viço de turma s , no bosque e jardins; melhoramentos na coche\ra e /escriptor io; tr atamento e fo rragem el o gado da cocheira mun ici pal e horto; concertos nos car ros pert encentes ás sec– çõe de obra e horto, tudo com o mesmo pessoal ma t eri al dando r esultado a tisfacto1·io. A mudança do serv iço nocturno para diu 1-no, ordenada por V. Exc.._ tem dado ex~ellentes r esultados. Nos primeiros di as ele ensmo d a medida, como era d preve r, cau ou extranheza e relutancia por parte de a lgun s moradore affei– tos a der rama r o lixo em fren te ao predi o eu qu e r e idem; mas aos r eiter ados av isos pela imprensa e intimações pessoaes vão · os r efractarios se cohibindo desse perni cio o vezo. Não r aro é acontecer que individuas de educa ção me– cli ocre mandem ati r a r as ruas e praças da ur bs , os animaes que lhes morrem em casa. Outros, os donos de cocheiras, perdida a e perança de salval-os de uma morte quasi certa , enxotam-n 'os de ca a, afim de evitar o encommodo de r emo– ção elo cadaver. Nessas condi ções, no sentido· de que fossem conduzidos para a Usina os referidos animaes, com a celeridade alme– jada por aquelles que se quer em ver liv r es delles, mantenho um serviço de sete carros portateis , no perímetro urba no, os quaes vêm prestando r elevantes serv iços. Fôra justo, entretanto, que a maior pa rte el os muni c ipes, imitando certa pa r te el a população de Belem, cor re pondesse aos esforços empregados pela Municipalidade a uxiliando-a no trabalho de manter meti cul osamente asseadas as ruas e praças da cidade. Ao contrario, por em, pessoas existem que, por uma malevolenci a injustificavel, timbram em manter um principio de r elaps itude, lançando á v ia-publica vasilhas com detrictos, g:alhos d_e arvores e utensílios impr ~staveis. . A hyg1ene pnvada é , no emtanto a base da hyg1ene publica. ' Os melhor es auxiliares do poder, quanto a o asseio ur– bano, serão os prop ri?s muni cipes, quando se convencer em de que n. saude publi ca depende em pa rte do asseio que observarem no seu lar.
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