encerra importantissimos esclarecimentos sobre a génese da reacção havida no seio do Conselho Municipal, representando este, mui legitimamente, a inclignaçào geral elos munícipes ele Belém contra a Companhia Urbana de Estrada de Ferro Paraense. Com effeito, Senhores Vogaes, éreis, como eu, testemu– nhas presenciaes das irregularidades, dos defeitos sem justifi– cativa séria e oriundos sómente de um pyrronismo condemnavel e prejudicial, com que se fazia a nossa viação urbana, motivo eterno ele queixas e reclamações baseadas n'esses mesmos defeitos e irregularidades. A população paraense, ele par com o desenvolvimento de todos os ramos ele serviço que a affectam mais clirectamente, via, ha decennios, estacionaria e anachronica, a empresa que explorava a viaçào ela Cidade, ou para ser mais verdadeiro, observava-lhe dia a dia a desorganizaçào. Em consequencia de taes faltas, que davam azo a prejuízos e contrariedades quoti– dianos, a companhia em questào gerou contra si fortes anti– pathias, de sorte que se tornára desde alguns annos uma aspiração latente e imperiosa a substituição do actual serviço de transporte de passageiros. De accordo com a Lei n. 391, de 9 de dezembro de 1904, cujo texto integral encontrareis no volume anterior(*), contractei a 27 de janeiro de 1905 com o sr. C. H. Christopher Moller, capitalista britannico, para; por si ou pela companhia que com esse fim incorporar em Londres, tomar a si aquelle serviço, como o da illuminaçào publica e da distribuição de energia, tudo pelo systema electrico. · Offereço-vos, em a nnexo sob n. 9, a cópia do contracto provisorio a que acabo de alluclir. Pela leitura cuidadosa cl'esse longo documento, evidenciareis que fôram perfeitamente acau– telados os interesses elo IVIunicipio, merecendo-me concomi– tantemente especiaes attenções as ,-antagens e a commodidade do povo. (*) Annecs:o n. q.
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