- 1 79 - 2° - que, n'estas condições, constituia, em caso de incen– dio, um verdadeiro perigo para o edificio da Recebedoria do ·Estado, visto que o fogo só muito difficilmente poderia ser dominado ; 3° - que eram notaveis as faltas de hygiene e de asseio. Para obstar de alguma forma o perigo apontado, aquelles profissionaes opinaram : 1° - que fossem construidas_de alvenaria as duas paredes externas que enfrentam os edifidos da Recebedoria e do Mer– cado de Ferro, collocando platibanda sobre as parêdes que formam o caixão do predio ; 2° - que se revestissem com argamassa conveniente as paredes divisarias e substituisse o pessimo soalho do pavimento térreo por mosaico ou cimento ; 3° - que fossem melhoradas as condições hygienicas de cada um dos estabelecimentos commerciaes installados no pre– dio, sendo supprimidas as subdivisões e cubiculos que em alguns se viam. Fizeram se logo as necessarias intimações, para a suppres– sào d'esse admiravel e inadmissivel abuso contra todos os prin– cipias de segurança publica e de hygiene privada. * * * Pelas paginas atraz impressas tereis bem comprehendido, Senhores Vogaes, que ainda estamos, em assumptos de con– strucção urbana, bastante distanciados do idéal progressista por nós imaginados para a nossa Capital. Não é, de facto, de– masia excessiva o repetirmos que, sob similhante ponto de vista, a iniciativa individual só muito de longe e a passos tardos acompanha a accelerada marcha dos poderes publicas do Es– tado e do Municipio, no empenho de tudo melhorar, em favor de seus concidadãos. Pessôas ha -· e não das menos illustradas - para as quaes a summa prova de progresso, em materia de edificação, é
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