- 116 - Paris, Berlim, Bruxellas, Vienna d'Austria, em cem outras cidades d'além-mar, vendem-se milhares de bananas, cada dia. Carrinhos repletos do apetitoso fructo percorrem as ruas, até alta hora da noite. E as bananas mais finas ostentam os seus cachos magnificos nas elegantes fachadas dos mercadores de víveres de luxo. Todavia, essas bananas, importadas das Canarias e de várias possessões européas da Africa, nem de longe dão a quem as prova uma idéa do sabor das que possui– mos aqui, das ricas bananas, tão variadas quão excellentes, que, enviadas á Europa, logo supplantariam triumphantemente todas as outras. Passo a apontar alguns algarismos comprobatorios de minha argumentação, - quer dizer, tendentes a demonstrar a segurança dos resultados que na Europa encontrariam as fructas paraenses. Liverpool, porto-terminus de uma linha de navegação para o nosso Estado, recebe innumeras qualidades de fructas exoticas. D'alli são ellas expedidas para vários pontos do terri– torio britannico. Em Liverpool ha mais negociantes por atacado do que em nenhum outro porto da Inglaterra, convergindo para essa praça tres linhas de estradas de ferro - a Londres a North vVestern, a Midland e a Lancashire e Yorkshire. Essa praça tem, por exemplo, monopolio da importação de maçãs do Canadá e dos Estados-Unidos. Na estação do anno atrazado as primeiras remessas da Nova Escocia attin– giram o preço de 240 shellings por barrica. A importação de maçãs de Nova-York, Boston, Montréal, Portland, Halifax e Saint-John, em Liverpool, foi de 1.395.gor barricas e de 74.691 caixas, ou cêrca de 53.230.000 litros. Em rgoS, os resultados fôram ainda maiores. As estatí– sticas de onde estou extrahindo estes algarismos demonstram que o primeiro vapor procedente de Nova Escocia levou 54.000 alqueires de maçãs, o segundo Sr .ooo e esperavam-se remessas de 200.000 ou 250.000 alqueires por semana.
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