;. rr5 Várias producções Nada me cumpre accrescentar ao que escrevi no livro O Municipio de Belém, 1903 (*), sobre o pobre estado das culturas de legumes e fructas em nossa terra. Mau grado a propaganda por mim feita, são pouco sensiveis as tendencias progressistas de nossos hortelões e fructicultores. A' parte um pequenino grupo de cavalheiros amadores, - devo repetil-o, -– essas industrias são, entre nós, « uma verdadeira miseria n. Não obstante, que vasto campo se antolha aqui á intelli– gente acção elos homens de iniciativa! Estou certo de surpre– hender a muita gente affirmando que, no solo paraense, vêm optimas e formosissimas batatas, - mais tenras, mais sabo– rosas, do que as importadas da Europa como especialidades que devemos pagar por avultado preço. Ha poucos annos, em Igarapé-assú, um colono hespanhol conseguiu colher duas vezes por anno abundantes quanti_dades do precioso farinaceo. Não nos assombraremos d'este resultado, assim que nos recor– darmos de ser a batata originaria da America do Sul, só em 1534 tendo apparecido na Hespanha. Também desejo insistir no cultivo, cuidadoso e metho– dico, segundo os mais severos principias scientificos, de nossas fructas paraenses, tão delicadamente saborosas. Ahi está um novo elemento de prosperidade individual, um emprego de capital assás remunerador. Pode-se, no Estado do Pará, culti– var as fructas proprias do clima, sem grande esforço e com absoluta certeza de exito. Assim abastecer-se-iam abundante– mente os nossos mercados; mais ainda, poder-se-ia expedir ao exterior as nossas excellentes fructas, agora que podemos contar com um serviço de navegação transatlantica bastante rapido e bem regularizado. A Europa é, já hoje, um consumidor certo das fructas equatoriaes e tropicaes. Em Liverpool, Manchester, Londres, (*) Paginas 67 a 69.
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