95 A febre devor:n·a-a incendiadora e femivel, pare– cia estar ardendo em Yida , como. e fora collocada , o– bre uma gr,:.lha e brazeada , e oem ao menos podia morer urna , ó ela. mãos para dar a aJ guem tun signal de qu e linha sede. E assim torturada, sem poder ter a filh a junto el e , i, finou-se a pob re mulher ás 8 ho– ra s d'essa me'ma noite, em pleno clominio ela razão , luciela, clara, mas sem o uso ela palavra. Ninguem a ouvio ele confi ssão, ninguem ouvio-lhe o ultimo sus– piro, uinguem colon-lhc os labios, ninguem fecl1ou-lhe os olho.. Tudo falLára-ll ic nos ultimo momentos, mesmo a pal avra. De que lhe servira ter voltado á plenitude de toda a ua COll sciencia ,- luz pa ssageira a illuminar rapidamente um cerebro f]u e váe partir-se d encontro ao nacla,-se não podia falar ? Era tortnral-a ainda mai s. A tia Francisca pouco se incommodaYa com a po– bre velha. Yi sto e, tar- se á espera como el/a dizia, da nllima flora. Depois. o socego em que ella es taYa. fel-a rnnverwer de que dormia . · Deixou-a ; nflo se cncommocl on com ella , nempro– curou inda ga r cio seu es tacJo. Atarefada na cc~inha em.preparar um cosimento para dar ú sua nelinlía. longe estava el!a de pen ar que uebaixo d'aquelle. telbaclos acabava de morrer al guem. Feito_ o cu imento Yolton á sala , coHocou a tigella que cont1:nha-o sobre uma mesa , armou jnnto da ja- 11 ella a red e ela ~1ctinh a, cl espio-a, deixando-a apenas velada pela cam1 a. deitou-a com toclo cuidado dan– do-lh e depois a Lomar, co lh er a ·olher a tal me;inha. que a meniua 11't11n confrancrer (l c lahi~s manife t;n·á ser de exqni silo sabor. 0 Ritinh,1 ~offrcra Yi olenla commoção, poís sentia-se ba slanlC' alqnchrada: o co rpo doia-lhc todo, como se tiYesse apanhado uma surra. A ti a Francisca, com o auxilio de uma velha cs– leira e al gun. tl'apo:\- saia s rclhas, redes ab:mrloua– da s e cobcrla s,•i111p1·ovi sou sobre o chão uma rama e

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