94 de algodão queimado , e segredou ao ouvido da velha algumas palavras que ella, por entre sorri sos brejei– ros, respndia : -Eh , branco, fa ça i o; é uma obra de caridade que vasmince -faz. Se ella ha de cair na mão de al– gum clesarmado , antes na su·a. Deu ha de lhe ajudá r. Và descansado , que tudo se arranja com o favor da Virge Maria Santíssima. Alberto ainda redarguio algumas p;.1lavras, às quaes a velha respondia invariavelmente:- Eh , moço, eh !– e despedia-se, deixando-lhe algum dinheiro e pedin– do-lhe que fosse falar-lhe no outro dia, no armazem , á hora em que o patrão fos se almoçar, ás H horas do dia. · Ao fechar a porta, uepoi de accender o seu ca– chimbo, di sse a velha, contemplando Ritinha: -Coitada da minha netinha. tão bonila . . - é o retrato da minl,a defunta filha .losepha, que Deus te– nha no céo . Depoi s, tirando dá trouxa algumas folha s seccas, dirigiu- se para a casinha , murq.mranrlo: - Amanhã, rua da Imperatriz, ás ,J ½ horas do <lia. . AI ... ber .. . to. Não me esqueço. li A' mãe el e Ritinha , apezar da inconsciencia cm que parecia e lar snbmergif\a , não pa gsou desaperce– bido o incidente qu e se dera na sala. Os seus olho. , até então amortechlos, assumiram proporções inquisilol'iae., seguinuo attentos e incen– didos lotlos o , mov imentos, n·uma expressão diaboli– ca de quem desconfü1 e denunciando a tempe lade que sê ele encadeava <lcntro do seu coração de mãe . Agilava os labios n'um tremer convulso, ma s não conseguira articular a primeira syllaba Ll e uma só pa– avra.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0