91 o stl'i clamente uec1:cssario , pal'a manterem-se . senão com fartura , ao menos com decencia. Um di a, porem, tomLou a rnlha para o leito , en– lrcYada, rh eumali c:i, sem poder se quer voltar-se. -Cma fatalid ade essa enfermidade, pois vioha au o-– menlar a necessidades ele amba s e dar ingresso "á mizeria n',aquella habitação. Occasiões houYe que nem uma stJde cl'agua havia 11·aquella casa. HiUnha não podia sair á rna para ver costura e ti·abucar a vida. El'a expor-se a muito n'uma terra onde não se respeita uma, senhora que váe seu ca– minho. Com os favores cl' alguns vi sinhos, coo eguio ella tentear ati coi as por algum tempo. Não haYia fartu– ra , é yerclad e, ma o pouco que lhe davam sempre se rYia para enganar a bocc-a. Um dia , apoz outros, porem, esses favores fôram esc:i sseanclo e os visinho, começ,aram a falar. -l.\ão. . . que aquillo jú era demais. A menina não era melhor que as outras . . . Que podia tratar de arranj :ir a viela , el o co11trario havia de morrer de fome... que as mull ie rcs d'e má vici a tambem foram uonzella · e para não Yiverem de esmolas entregaram– se ao mundo. . . E lacrimosa, torturando as mãos entre os joelhos. . qua si que lou•;a, solnç,;mt c. com a voz vibrante elo de– sespero disse {\itinlla á sua mãe:-c< que nem um pão havia sobre a .meza já velha. onde tantas Yezes sobr:'tra comida para fa rlar os pobres da visinhança .. .Nem um::i mi ga ll1:1. mmba m;i e . . » E dcsfazenrl o-~e em soluço , atirou- e sobre o corpo lia velila, oxdam;inclo:- :Miuha mãe ! minha mã e ! . A velha olhava-a como qu e inconscient emente, idio1amente. sem perce ber nada craquillo. ~ão podia falar. Pa ssara o dia sem tomar um 1~aldo. 11ma aotta d'agua _sequer. •

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