A Vida de Carlos Gomes
A V I D A D E C A R L O S G O M E S 213 vas, têm larga parte emquanto as peças puramen– mente lyricas são em numero muito menor. Para tornar todavia realmente interessante um traba– lho deste genero, exige-se uma acção dramatica, mais rigorosa, mais complexa e variada do que a do "Côndor", bôa quando muito, para encher um acto; o novo melodrama é por assim dizer um duetto diluido em tres actos com dois unicos personagens importantes : Odaléa e Côndor, este ultimo, uma especie de salteador de estrada ena– morado da Rainha de Samarkanqa que tambem o ama. " Adin", pagem da Ra'inha, o astrologo "Al– manzor" e a cigana "Zuleida", são personagens episodicos. Dos tres actos da opera o ultimo é o melhor, sendo o que firmou o exito da noite com bases de granito . E' todavia um dever registrar que após o preludio e toda a' primeira scena de caracter alegre, conduzida com mão de mestre, assim como o primeiro duetto entre Côndor e Odaléa, ha profusão de excellentes trechos; cita– mos por exemplo, a melodia do tenor: - "Era il sorriso d'Eva". - "Era i1 balen d'Allah". verdadeiramente feliz. O primeiro acto finaliza com o canto da visão do " Côndor" e é o acto mais finamente elaboradc, de toda a opera. O segundo inicia-se com côre:i mais fortes, tratando-se de multidão tumul, tuante. _Ha um bellissimo andante no monologo de "Zuleida", mãe de "Côndor", que vem até Sa– markanda em busca do filho em seu canto muito expressivo : - " Non p ianteremo-la nomade tenda". Aqui o compositor volta á idéa principal do
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