A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

/ NT acrrada não ha doí modo cahir~o d v z com o criptura conveniente MI ERI RDIA de , er a questão; todos os in– arbitrio do novo in tituto, da tido a David, e atodo os que o · crvcm om omcsmo espiril . x) Deixe o impio os eu cnmi– nbos, e O inju to os eus errado pensamento , ,·enb iio ali tar-sc debaixo da Luminozas Bandeiras da Caridade; eo enbor, que bc todo cheio ele ternura, uzari com elles mizericordia. z) Ouvi, meos Filhos ( ão ni nda olicitaçoen do e pirito cio Senhor por bocn do Eccle iastico) ouYi, meos Filho , recebei bum prudente aviz , e não de prezeis o meo conselho: mettei rnssos pés nos doce ferros dn Santa alliançn para que ois convidado , e ornai o YO o pe côço com as uas gloriozas cadeia ; sobmettei os bombros debaixo de te suave jugo, abraçai-o com alegria, e não vos desgosteis da uas prisoens ; orrei depre sa a ali tar-vos debaixo da ua celestiaes Ban– deiras ; sede obed iente ao cus de,·cre , CYÚ acharei por fim bum doce repouzo; a Santa Ca– ridade será para vós o obj ecto ela mais viva complaccncia; scos ferros vos servirão dcbum fi rme apoio, esuas cadeias ele bum ornamento ele gloria ; porque cm fim e ta nob re virtude tem buma beleza, que dá a vida, e eos lnços são preciozas ligaduras que curão totlo o mal. J') Porem be avós particularm en te, rico , e nobre cio Seculo, ny6· ;\fini tros do Deo da Caridade, que agora no d irigimo , ou pnra di zer melh or, scclirigem os pobres de J estis !ui lo implorando o YOS o occorro com as lngrima nos olhos, maon erguida , e es ta voz interrompida de soluços : Salvni-nos, que perecemos : ah! dizem elles, con iclerai a nossa pobreza, e a nossa consternaçam, enão •seja1s para nós como aquellas Divindade· de ouro, e de pr:ita, como aquelles D eozes de metal, que tem olhos, enão ,·em, tem ouvidos, enão ouvem; tem pés enão banclão ; tem maon esão mortas para os beneficies ela Cnridade. A) Veja antes o mundo que á imitação cio Sau to J ob vos fazeis sensíveis aos grito do pobre, e livraes ela mizeria o que uão tem soe– corro: V eja que como elle sois avi tado cégo, o pé do coixo, os pais dos desamparados; e que longe de vos cuvergonhartle do no so humilde tracto, pondes toda a vossa gloria em visitar-nos mesmo cm nossos leitos de clôr, e assistir entre nó como bum R ei no meio ela sua Côrtc, e dos seus exercitos. B ) E porque vos cledignareis de o íazer assim? Acazo sabio algum de nós das maous de outro D eos? C ) Não temos todos o mesmo Pai? Não somos todos Irmaons, membros do mesmo corpo, e sem ilb an tes em tudo o que a Humanidade tem ele mais uobre, e essencial ? Ruma so couza faz a differença, a nossa mizeria; mas esta não be bum novo argumento para penhorarmos avossa compaixão? Oh! porque f~talidade se nos negaria bum tributo que a Natureza reclama em favor de todos os qu e padecem, em excluir os mesmos auimaes ! Quem, quem vio ja mais bum irraciona lzinbo · innoceute ganindo com dor, e com fome, que se lhe não abalassem as en– tranhas, e se não sentisse forçado involun tariame nte a soccorrel-o? Some nte para uós seria dura, e escassa esta may commua de todos os viventes ! ah! con ultai-a, e vós achareis uniforme cm tudo com a R eligião: ambas con ternaclas se abismão no lucto a ouvir os nossos tristes ais, ambas x} Cap. 55. v. 1. 2. 3· 2 ) Ibi. v. 7· y) Cap. 6. v. 4. 24. 25 e scg. A) Ps. 113. JJ} Job. 29 . v. 11. 12 . 13. C} Malach. 2. 10.

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