A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
T e s D 1'HSERICORDI dad , 1111 como d \ r de todo o chri tão pobre ou rico; os pretex– to de que vu ]o-a rmente e er em para recusar a esmola são fr i- csmoll a apaga o pcccado . m) Ó R ei, dizia hum Profeta a Nabucodonosor, re·ga ta n tua culpn com a e molla. 11) De ej::i snbcr se te ncha em graça de D eu ! nffo tens mai , diz anto Agos– tinho, o) do que onclar atua con cicncia, e rcílecti r e tcn fe ito obr::i de caridade. A sustatc o perigo da morte? uvc o P rofeta D:wid: .,S ) Bcma,·e nturado ohomem, que se compadece do indigen te, e do pobre aílicto; porque o enlior o Livrnr:í. na dia da morte. Não me L embro, diz ogrnnde Doutor da I greja S. J ero nimo: q) de ter lido que acaba e mal algum daquelle que na vida forão Liberaes com os pob res; e como poderia morrer mal, continua, tendo bum grande numero de in lercc . ore, que peôem po r clle? Apeteces as antas consolaçoes da paz? nb! grita o me. mo P ndre, ei nqui o centuplo, que D eus tem prometlido ne te mundo ao que repartem do . cus bens com o pobres : clle dão bun· viz metae , que fazem a inquietação da vida, que ervem de ten tação á Virtude, que ão origens ordinarias elos crimes, e das desgraças; e recebem cm rccompcn a apaz de D eu. , que excede atodo o sentido bum penhor antecipado daquelles gostos eterno , que os olbos não virão, nem o ouvido ou,·irão, nem ja ma is penetrou o coração do homem carna l. T alvez q ue estes mimos por serem espirituaes e demaziadamente delicados não es timu– lem o paladar grosseiro do a,·arento acostumado, como animal immundo afossar no Iôdo dos bêns caducos. Que qucrc poi mi1.eravel ? Hum seguro de que não hcide padecer falto elo nece - sa rio: ahi te □. omaior que pode ser a P alavra de D eos : Qui da pauperi non i □digebi: oque soçorre ao pobre, nunça chegará a experimentar ncces idnde. ,·) Ma is: não con ta que se vi e hum homem caritativo em dezamparo, nem os seus filh os perecendo :í. fom e. s) E r epara como este D eos hc liberal, e magnifico : não só te liua de e perigo que tanto rcceins, mas nindn te promette as mais grossas uzuras: t) uzuras, não de cinco, de dez, ou trinta por cento, mas de cen to por bum. u) como? n,ultiplicando os teus bêns dehum modo imcomprehens ivel, suscitando-te recursos inopinados, que não esperavas, livrando-te de mi l fun e~tos acciclentes, emque bia aperigar a tun saucle, a tua honra, e a tua fortuna; em huma palavra, desvianrlo ele cima dn tun cabeça todas aquclla maldiçoens temporaes, todos aqucllcs flage llos, com q ue a D ivina Vingança costuma feri r mui tas vezes os ricos insensíveis : e ns im he que a esmolla leva sempre gravado o caracter da abundancia; podendo-se affi rmar della com toda a verdade, que he o Oleo da Viuva de Sarepta, o fermento do Eva ngelho, que faz au– gmcntar a massa, e fi nalmente o grão ela mostarda, que . endo tam pequeno, eleva os seus ramos sobre todos os arbustos da terra. Pois que ? Dirão ainda os ricos do mundo, que recuzão nbrir amão por não fomentarem 11, ) Ecclcs. 333· ") Dan. 4. 24. o) Tract. 5. Ep. J oan. p) Psalm. 4. q) Ep. acl Nepot. ,·) Proverb. 28 , s) Ep. ad Ncpot. t) Prov. 19. ") :lfoth. 19. 29.
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