A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
A ANTA CASA DA MISERICORDIA doente , teremo de incluir os serviços do vice– de maior benemerencia que a 1\ 1 Iisericordia pos- para a cura dos provedor entre o sue nos seus fasto Não f, ra a sua iniciativa energica e audaz, e ainda hoje o hospital mostrar-nos-ia as suas paredes descarnadas, empretecendo ao tempo, no a pecto tri te das obras abandonadas; dentro do velho ho pital o accumulo exaggerado de enfermos continuaria a ceifar vidas, desvirtuando os fin nobres e humanitarios da Santa Casa. Reconhecendo todo o valor de taes servicos corroborou a assembléa ' geral de socios a confiança nelle votada elegendo-o provedor para o biennio de 1900-1901, exigindo-lhe assim a permanencia em um posto, hoj e, talvez mais do que nunca, de arduos sacrificios. 1 , ra ceu Antonio J osé de L emo a I i de Dezembro de 1843, na cidade de São Luiz do i 1aranh ão, filho legit imo do capitão das antigas milicias e veterano da independencia, Antonio J osé de L emo e de D. Olivia de ouza L emos. . Conclui ndo o cur o de humanidades no Lyceu l\foranheuse, assentou praça como escre– vente d'armada, a fim de prat icar para official do corpo de fazenda, e seguiu immediatamente para O Rio de Jan eiro, a bordo da canhoneira Yp z'rang a, contando então I i :innos de idade. Praticando no Quartel General e Contadoria da _Marinha, entrou em concurso e foi plenamente approvado, e em seguida nomenclo e crivão extrnnumerario d'armada. Designado para embarcar na corveta Paraense, eguiu, a bordo d'este vaso, para o Rio da Prata, quando o governo bra il eiro declarou guerra á R epublica Oriental do Uruguay. Tomou parte em todo o bloqueio da cidade de Montevidéo, que terminou com o conve- iiio de 20 de Fevereiro de 1865. · R ebentando em seguida a guerra entre o Brazil e a R epublica do Paraguay, prestou serviços nas operações que segui ram-se, até fins de Dezembro de 1 866. R egressando a corYeta · Paraense, ao Rio de Janeiro, onde arvorou o pavilhão do almirante Joaquim Raymundo de Lamare, nomeado commandantc em chefe da forças do 3.º districto naval, eguiu para o norte, na mesma corveta, accumulando ao exercicio proprio de seu cargo o de secretario particular do referi do almirante. A bordo da corveta Paraense, chegou a Belém do P ará no dia 2 clç F eve– rei ro de 1867. R eorganisado o corpo de fazenda, foi contemplndo na 4.• classe de ofliciaes do mesmo corpo. Em 7 de Setembro elo anuo citado e a bord~ da con-eta Paraense, as istiu a proclamação, feita pelo Almirante Lamare, do franqueamento da navegação· do Amazona a todas as nações, cerimonia realisada a sotavento da ilha Tatuoca. Ainda na referida corveta, regressou ao Rio de J aneir<;> em 1869, onde passou para a corv.eta llfag<', que poucos mezes depois veio e tacionar em Belém. Volvendo ao Rio de J aneiro, foi nomeado para servir na companhia de aprendizes mari-
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