A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
A SANTA CA A DA MISERI ORDIA Ao g rande incremento do serviço h pitalar, con equent da installação do novo edifici o, devia acompanhar de perto um con i- nheiros do P ará, para onde seguiu a bordo do paquete Paraná, da companh ia braz ilcira de navegação a vapor, accumulando depois o exercício do mesmo cargo na companh ia de aprendize artifices do A rsenal de far inha da mesma P rovíncia. Convidado pelo capitão de m:i.r e guerra Manoel Carneiro da R ocha, acceitou a nomeação de secrct:i.rio do A rsenal de :\farinha do Pará, solicitando em seguida sua exoneração do serviço activo da marinh a de guerra nacional. T em as medalhas da campanha Oriental, da guerra do P araguay e da rendição do Uru– guayana. Pouco depois de assumir o exercicio de secretario do A rsenal de iiari nhn, pa sou a accumular o de secretario da capitania do porto do P ará. :Mani fes tando-se a lucla relig iosa, nto– nio L emos fez parte da redacção do Pelicano, orgão da maçonaria parae nse, e red igiu lambem o Tacape, pequeno periodico que por es a epoca surgiu na circul ação de Belém. ollaborou no L ibera l do Pará, orgão do partido polí tico a tjue pertencia. T erminada a lucta religiosa, desappareceram da imprensa os extremados orgãos que tão porfiad amente haviam-na alimentado, e das offic inas do exlincto Pelicauo começou a sabi r um pequeno jornal in titulado A P r ovincia do Pará. Era seu proprietario J rancisco de Souza Cer– queira e reclactores o D r. J oaqu im J osé de Assis e A ntonio J osé de Lemos. V : ncenclo grande~ difficuldades, amparado pela competencia e trabalho assíduo de seus redactores, o novo orgão da imprensa paraense, progrediu rapida e solidamente. Com a morte de ouza Cerqueira, a pro– priedade da empresa passou aos dois redactores, sob a fi rma A ssis & Lemos, até que, fa llecendo o Dr. J oaqu im J osé de Assis: a 5 de J aneiro de 1889, tprno·u-se A ntonio L emos o exclusivo proprietario do jornal, visto terem os herdeiros do seu coll ega de redacção, desistido da parte que lhes cabia. Como redactor da P r ovincia do Pará ,. accelerou O mq"imento jornalístico no Pará, adoptando novas , medidas, até então reputadas como imprà ticaveis : iniciou a venda avulsa do seu jornal nas ruas da cidade, organisou um c.:orpo de collaboradores pagos, creou uma secç~o telegraphica, melhoramento até ahi não introduzido na imprensa, e insti tuiu o serviço das noti– cias nocturnas até a meia noite. Por occasião da propaganda contra a escravidão, declarou a Prov inda do Parti adepta e advogada da causa abolicioni ta, resolução esta tomada em ausencia do D r. Assis, então na E uropa, e que mereceu-lh e incond icional assentimento. J á então An tonio L emos d~ixára os seus cargos publicos, demittido pela situação con– servadora, que subira ao poder em I 885. O partido liberal O distin guiu por duas vezes com a eleição de deputado provincial pelos I. 0 e 5. 0 districtos eleitoraes, e tambem com o cargo ele– ctivo de vereador da antiga camara municipal. Achava-se na presidencia d'essa camara quando rebentou a revolta contra a monarchia, no R io de J aneiro, a 15 de N ovembro de 1889. Consultado no dia seguin te, pelo ultimo presidente da província no regímen monarchico no P ará, Dr. Silvino Cavalcante, declarou que, por compromisso anterior, tomado nas columnas d'A P rovz'nàa do Pará, acompanhava o movimento revolucionario em favor da R epubl ica. Na qualidade de presidente da camara mu nicipal, coube-lhe empossar o governo provi– sorio do E stado, composto pelo D r. J usto L eite Chermont, capitão de fragata J osé Maria do Nascimento e tenente coronel Bento J osé Fernandes J unior.
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