A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
360 A SANTA CA A DA MISERIC RDIA valho e pelos membros do cons lho administrativo da anta a a, declarou installado o novo hospital da caridade. Interpretou o sentimentos do conselho da benemer-ita as ociação o Dr. emi– mano de Lyra Castro, e orou em seauida o Dr. ly eu za r. E assim franqueou-se aos de herdados da ort , o magnifico palacio que hoje os abriga, e do qual com justiça dev mo orgulhar-n os. ' Se considerarmos as condições cru i em JU viv ia o v lho -hospital, a sua influeqcia anti-hygienica, nefa ta á vida dos enfer– mos, e as levarmos em confronto com as plendida condições sanitarias do actual edificio, com a sua importante cont ri buição 1 Acta da inaug uração do n ovo -HOSPITAL DA CARIDADE --situado á rua Oliveira Bello, canto da avenz"da Generalissimo Deodoro. Aos quinze dias do mez de Agosto do anno de mil e novecentos, duodecimo da proclamação da Republica Brazi ira, septuagesimo oit avo da adhesão do Pará á gloriosa causa da Independencia do Brazil e cente imo decimo terceiro da fandação do Hospital da Caridade e definitiva organisac;ão da Santa Casa da Miserlcordia pelo exemplaríssimo e inolvidavel Bi po D. Frei Caetano Brandão, * nesta me ma cidade de Belem, achando-se presentes em o llOVO Hospital da Caridade, situado á rua Oli veira Bello, canto d~ avenida Generalíssimo Deodoro e da travessa QuatC!rze de Março, ás dez horas da manhã, os Excel\entissimos Senhores Doutor J osé Paes de Carvalho, Governador do E tado, Senador A ntonio José de L emos, Vice-Provedor no exercício do cargo de Provedor da mesrna Santa Casa, os membros do Conselh o Administrativo e do Quadro Effectivo d'e ta Instituição, auctoridades civis, militares e religiosas, representantes de associações de Beneficencia e varias classes sociaes, foi selennemente in augu rado o referido Hospital, tendo por essa occasião orado o repr esentante do mencionado Conselho Administrativo, Doutor Geminiano de Lyra Ca~ tro, Director dos h ospitaes e asylos, e outros cidadãos. Este Hospital, mandado construir pela antiga Meza Administrativa, em sessão de doze de Dezembro de mil oitocentos e oitenta e nove, em virt 1 de de disposição da Assembléa Provincial do Pará, contida na lei numero mil duzentos trinta e dous ( 1. 232) de cinc de Dezembro de mil oitocentos oitenta e cinco e officio da Junta do Governo Provisorio d'este Estado de onze de Dezembro de mil ~itocentos oitenta e nove, foi planeado pelo engenheiro civil Manoel Odorico Nina Rib.eiro, dando-se começo á construcção em primeiro de J aneiro de mil oitocentos e noventa, como se evidencia da acta do lançamento da primeira p edra, lavrada neste mesmo livro, nessa data. Em firmeza do que lavrou-se a pre– sente acta que será assignada pelas pessoas pre entes a esta ceremonia e que O desejarem fazer. Eu, Francisco Sant'Anna F erreira da R ocha, official-maior da Secretaria da associação o suQ- screvi. (Seguem-se trezentas e quatro assignaturas ). · * D om F rei Caetano Brandão não organisou definiti vamente a Santa Casa como acha-se Jcc1arado; cs· tabeleceu O hospital do Senhor f3om J esus, sob a protccçào da Con.f1·d,-,-a da Car:dade, sociedade intcira111cn tc distincta da Miscricordia.
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