A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
A A_TA ASA D 1l ERICORDIA hospital tinha então um só enfe rmeiro, a qu serventes ; o movimento annual das ntrada IV Assim era o viver! Caetano vendo isto, auxili avam alg uns ia pouco acima d E tendo em pensamento as maximas de Cbri to, Sentiu seu coração recompun gir-se to~o: « Irmãos ! vamos erguer do miseravel lodo O infimo plebeu que morre nas esquinas, A misera viuva e esqualidas meninas, A s victimas da d0r, proscri plas do seu lar, Que sentem-se morrer, que sentem-se acabar as crises funeraes de angustiada fome, - Hydra que a ex islencia aos poucos lhe consomme - em haver quem lhe diga, cm ul tima ago~ ia, O nome de J esus e o nome de Maria ! Ergamos uma casa aonde sejam dados Os confortos finaes aos pobre desgr açados. Demos vestes aos nús, á fome uma migalha, Um esqui fe ao soífrer, cuidado á enfermidade ». E o pranto rebentou das palpcbras do frad e ! Voltára n'esse instante a deusa Caridade ! E ·aqui é seu palacio, aqui é que ella móra : A treva fez-se luz, a luz fez-se uma aurora ! V V ai um seculo já ! A nós somente resta 1'1andar do resplendor augusto d'esta festa, Ás regiões azues,' a Deus, á etern idade M il glorias a Caetano e um hurrab á Caridade ! Pará, 24 de Julho de 1887. Extrabida das Primez"ras R imas, collecção de versos. P refacio do D r. Alvares da Co.sta. Belem do P ará, Pinto Barbosa & omp.• Edi tores. T ravessa 7 de Setembro, canto da rua Formosa, 1888, 1 vol. in-8.º, com 20 9 pagin::is. •
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