A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

A ANT CASA DA ~IISERICOI DIA 2 57 cora oe , se não t v ao-itadi sima a sua vida colonial, e não e viu a braço com grandes luctadores, is o deveu ao seu continuo e tado de penuria, que a obrio-ou a cuidar humildemente dos enfi rmo e de braçado , em grande numero carentes dos seus soccorro . Quando o Brazil emancipou-se de Portugal, a i\Ii ericordia paraen e afrouxára muito o seu zelo no serviço das prisõe ; po - teriormente, os mordomos pouto a pouco abandonaram o tribu– naes e ·carceres; o tempos não ram mais os mesmos, trez seculos ha iam pa sado - bre a primitivas instituições, a corporação não gozava mai perante o juize dos b-randes poderes que D. Manoel lhe cone dera. . Já o compromis o de r 849 não fala, no capitulo referente ao mordomo dos pre O ' , nos d vere que á irmandade cumpria desempenhar em beneficio do encarcerados ; apenas ennumera ·e explica as obrigações relativas á a sistencia aqs condemnados, e accrescenta a prohibição expr sa de intrometter-se a Mi ericordia nos pedidos de g raça e commutacão das .sentenças, o que mesmo se tornára ' exdruxulo, á vi ta dos 1 avisos de 2 5 de ovembro de 1 834 e 3 de Fevereiro de 183 7, por nós citados anteriormente. Hoj e a Santa Ca a nada tem que ver com a justiça; a sua vasta interferencia dos primeiros tempos, nos negocios do fôro, abrogou-se perante a evôlução operada: humanitari a e util em largo período da nos a historia, a perdurar hoj e eria incongruente e quiçá perniciosa. Os ' cadaveres elos suppliciados pelas justiças d'El-Rei não eram enterrados na egreja; a relicrião tinha escrupulos de dar sepultura ao corpo do crimino -o, em logar sagrado, pois a morte não o purificava aos ·eu lhos. Primitivamente a barbaria da civilisação cleixav:i-os insepultos, expo tos á g ula _do ' cães e das aves de rapin a, no proprio logar do supplicio ; depois o abnegado fundador da i\fisericordia portugueza, Frei Miguel de Contreiras,

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