A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
A SANTA C \ A DA MI ERICORDIA Apezar da interdicção, manteve sempre a anta a ·a conve– nientemente montada a capella elo cemi te ri o da ol dade e con- ervou o respectivo capellão nas fun cções prescripta · no compro– misso, sem protestos ou embargos das auctoridades eccle~ia ticas. Quanto ao templo de Santo Alexandre, a sua ino-e rencia foi-se pouco a pouco alienando, insensivelmente, até nullificar-se; a ima– gem de Santa Izabel e outras, retirada da g r_eja, pa aram a ser veneradas em uma capellinha preparada dentro do hospital do Se– nhor Bom Jesus. Durante o temi o do interclicto, r alisou-se annual– mente ahi a festa da padroeira, con istindo em ladainha no dia d ois de Julho, e missa rezada no di a trez, pratica at' hoje se uicla. Depois ele amni. ti ado e estando na Bahi a, recebeu J?. Ant - nio, por intermedio do monsenho r Luiz Bru chetti, encarregado dos negocios ela Santa Sé, no Rio de Janeiro, um officio do cardeal Antonelli, com orclen. do papa 'Pio IX sobre o levantamento elos int rdictos das irmandade , e tratou sem delonga ele transmittir ao conego Sebastião Borges de Ca tilho, então governador do bispado, a necessaria auctorisação 1 para cumprir a lei elo santo 1 Bahia 8 de :Novembro de 1875 . R evm. Sr. Vigario Geral e digno Cooperador. . Ex." Monsenh or Luiz Bruscbclti, E ncarrega do dos }<cgocios da San ta Sé na Côrle do R io de J aneiro, communica-me, em data de 26 de Outubro t;lti mo, um offtcio que acabava de r ceber do E minen– lissimo Cardeal A ntonelli, significando-lhe que o anto P adre, sent indo verdadetra satisfação com a agrada\'el noticia da sollura dos Bispos de Olinua e do Pará, á vista da mudança elas circumstancias, assen tára que deviam ser ti rados os interdictos elas I grejas, quer de P ernambuco, quer cio Pará. F iel _ao juramento que prestei de aceitar humild emente os mandados Apos tolicos e cum– pril-os com toda a d iligencia, apresso-me a transmit tir a V. R evm., como áquell e a quem tenho incumbido a administracção diocesana, a venera nda disposição do chefe augusto da Igreja C.nbo– lica e no so. muito amado Pon tífi ce, para ser logo fi elmente executada . Quanto ás I rmandades, que ahi fomos obrigados a reprimir, tão longe e ti o Sanlo P ad re ele considerar como regular a actual organi. ação d'ellas, que antes nos reco1rn:11enda sejam pelo melhor modo reformadas, já cu idando que se nomeiem para clirigil-as homens de provada fé e conspícuos pela sua pruclencia ; já exhortando a sahir d'ella os que, mani íe,t;unenle e sem duvida, pertençam as sociedades secretas ; já, emfi m, procurando que cl'ora em diante só sejam admittidos nessas p ias con frarias aquelles que de nenhum rnodo fi zerem parte de taes sociedades, t;111tas vezes e tão solemnemente reprovadas pela San ta Sé. Assim mantidos os princípios, approuvc ao San to P adre, considerando mudadas as cir-
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