A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
\ ANTA CA A DA l\IISERICORDIA 227 não fo i collectiva, i to é, nao attingiu a todas as corporações reli– o-iosas · as irmandades do anto Christo do Forte, . Benedicto, ~ ' Santa Rosa de Lima, I o a Senhora do Ro ario da Campina, Nos a enhora do Rosario da Cidade, apezar de manterem em seu quadros de socio , conhecidos e numerosos maçon , nada sof– freram n te primeiro e violento ataqu . E m 4 de Abri l, já, portanto, fóra do brev e futil pra o dos t rez dias, re pondeu o provedor Guerreiro, acompanhado pelo vice– provedor Jul ião da Fonseca Freitas, p lo procurador geral João Diogo Clemente Malcher, por trez mordomos e trez definidores, ao ulúmatum do vigario geral ; na resposta ' alludiram á incom- , Secretaria da anta Ca a da Misericordia, cm 4 de Abril de I8i3 • Ill .m• e R cv.m• Sr. Os membros da anta Ca a ela Mi ericordia, abaixo a signados, accusam o recebimento do offi– cio que V . R ev.'"" dirigiu á provedoria cl'e te pio e tabele.cimento, firmado a 3 r de l\farço fin do, m o qual V . R ev.m• cumprindo o dispo itivo sob n.º 6 ela instrucção pa torai de S. Ex.• o Sr. bi po dioce ano, ele 2 5 do me mo mcz, e que d'ora a.-ante é lei episcopal, exhorta-nos com virns in lancias a abjurar ª maçonaria, visto cr notoriamente sabido que pertencemos a essa associa– ção, e como laes não deYemos continuar na ges tão d'esla Casa ; concluindo V . R ev.'"ª que hou– vesse de responder por escripto até o dia trez do corrente mez. Sem mais delonga, pois, cumpre-no , em resposta, significar a V . R ev.m• que somos eife– ctivamcnte membros que commungam as idéa e principies do banqu ete maçonico, cuja institui– ção consideramos altamente human itaria; por i 50 que lodos os seus actos são pautados pelas doutrinas do Chri lianismo, sem que do seio de tal a sociação tenha partido uma cau a advcr a aos dogmas da Igreja, do progresso da humanidade. Tambem somos commumcnte conhecidos como calholicos apostolicos romanos, em cuja crença nascemos e fômos creados, e, ncs e manancial continuamos a beb er a sua seiva, assim como as suas salutares e cvangelicas inspiraçõe ; porque não só cremos firm e e piamente nos fundamentos e con ti luição da igreja de Roma, que é a pedra angular do edifício religio o do Sacrosanto marlyr do Golgotha, mas ainda por terem sido e es princípios legado por no sos an tepassados e hoje acharem-se. arraigado em nossos corações de chrislãos; envidando, além d'isso, todos os nos os esforços, como chefe de numerosa fam ilia, para transmittil-os intactos aos nossos filhos e mais adhcrentes. N ão de ejamos ser prolixos e, portanto, não entramos em mai largas considerações acerca de semelhante assumpto, porque tendo nó por norma de no sa vida acatar e reverenciar as au– ctoridades con tiluidas, quer ecclesiastica , quer civ i e milit<Ves, attento termos receios de ferir involuntariamente suscep tibilidade e comn'léttermos algum escandalo de rebellião, limitamo-nos todavia a declarar solemncmentc que, como maçons, não abjuramos n m abjuraremos fins de tão humanitaria associação, de5de o momen to cm que clla não se pronunciar h ostil e inimiga
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