A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
228 \ SANTA CASA DA USERICORDIA petencia do bispo para ihtimal-os á abjuração ·ob pena de .-e– rem destituidos dos seus cargos; declararam todos que effectiva- declarada dos exemplos de amor ao proximo e· de moralidade ocial e bem a sim athlcta de dou– trinas sub,·er:;ivas da ordem publica; por quan~o consideramos a maçonar ia uma instituição emi– nentemente cari tativa e como tal uma alavanca podero a para a dissem inação de virtudes evan– gelicas e verdades universaes. I sto posto, como quer- e agora emprestar tão gi-acio ;:unente at tributos que não teem ana– logia com essa "instituição e increpar-se aos seus membros qualificativos contrario. á sã moral, aos bons costumes e á continuação da pratica de virtudes recommendadas pela sublime e divina religião ensinada por N osso Senhor J esus Christo, filho do Deus vivo e increado? Ora, se a maçonaria se contrapozesse á nossa Santa religião e env idasse esforço para so– lapar os alicerces da igreja e os fundamentos da sã moral, certamente nós como cbristãos e pais ele fam ilia, não faríamos parte, nem commungariamos os fins e max imas a que se de tina essa instituição; pois que no duplo caracter de que nos achamos revestidos como homens particulares e membros da sociedade, não concorreriamos e nem assalariamos principios em contraposição ao que bebemos na infancia e ensinados com tanta dedicação por no sos antepassados. Tendo, pois, succintamente demonstrado em que bases assentamos esta nos a resolução, na qual permanecemos e jámais abandonaremo., com tudo éntendemos que, por esse motivo, não ha incompatibilidade com os lugares que exercemos; porque, como já dissemos, professamos a religião catholica apostolica e romana, e por con eguinte não nos con ideramos fóra d'essa com– munhão perante Deus e a sociedad~, não sómente como christãos, ma tambem porque a missão cl'este p io estabelecimen to é de uma virtude essencialmente cosmopolita e bomogenea, e por– tanto, amparo e egide dos filhos de Deus, em honra de quem foi erguida esta instituição de en– volta com o fogo sagrado da religião do Crucificado, nosso sacratíssimo e unico R edemptor. Conseguin temente continuaremos na direcção deste pio estabelecimento, sem embargo da disposição con tida na citada instrucção pastoral rle s. exc. rvclm. , a menos que o exm. governo da proví ncia não nos destitua dos cargos que occupamos, unico poder competen te para tal fazer, como patrono nato da respeitavel e antiga irmandade da Mizericordia. Terminando é do nosso indeclinavel dever pedirmos a v. rvdm .• que declareis forma l– men te ao exm. e rvdm.º snr. bispo que somo e seremos maçons emquanto esta instituição fô r o que actualmente é, e bem assim que julgamos os lugares que exercemos, não incompativeis com a qualidade de maçons, possibilidade esta que ainda não reconhecemos, até que sejam ema– nadas expressas e terminantes ordens da auctoridade civil, a quem está directa e estreitamente vinculada 'a Mizericordia, que tão relevantes, quão assignalados serviços tem prestado á causa da humanidade soffredora e quiçá do· paiz. D igne-se, portanto: v. rvdm.ª acceitar as expressões da nossa distincta consideração e respeitosa estima. Deus guarde a v. rvclm.ª Illm.º e rvdm .º snr. conego- Sebastião Borges de Castilho - 1viuito digno vigario geral do bispado do P ará ( Assignados) J osé Augusto Dias Guerreiro, provedor-Julião da Fonseca F reitas, vice-provedor- J oão Diogo Clemente Malcber, p rocu– rador geral - Bernardino de Sena Lameira, mordomo - J osé Frasão da Costa, dito - J oão Carlos Damasceno, dito- Francisco J oaquim P ereira, deftnüior _ Manoel Roque J orge Ribeiro dito-D: J oaquim Pedro Corrêa ele F reitas, dito .
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0