A Liberdade de Cultos

50 havemos de da r o passo g ravíssimo d e alte ra r a Constit ui ção, a le i fu ndamental elo Imperio? Sacri – fica-se assi m a uma ch ime ra a magestade da le i, a fé, a razão, as trad ições , o futuro de um povo? O egregio publi cista que acabo de cita r es– crevia ha doze ou ma is a nnos. E os factos presentes , que ahi temos dian te elos olhos , estão justificando e confi rma ndo ponto por ponto as suas asseve ra– ções. S. Pau lo acaba d e recebe r cem mil immi– g r antes. Espe ra es te proximo a nno mais cem mi l. Qu em são es tes immig rantes? São protestantes do ce ntro e do norte da Europa? Não, são Ty– rolezes, Itali anos, Açor ianos, gente catholica e d e raça lati na . Ora, essa immig ração, a un ica r eal, a unica com qu e podemos contar, não exige nem casamentos· civis, nem secu larisações d e cemite rios, nem abolições da R elig ião do Esta lo. São catho– licos como nós, e nada querem senão que a Re – li g ião Catholica seja mantida e sustentada sem qu ebra alg uma no logar d e honra em que a col– locaram nossos maiores. O argumento tirado da immig ração dá, pois, uma conclusão toda opposta á qu e tiram os par– tidarios do projecto . Quereis attrahir uma pos– sante corrente d e immig ração verdadeiramente util , a unica possível para nós? Fazei respeitar e flo- rescer a R elig ião Catholica no Imperio. Dai-lhe toda protecção, fortal ece i e dila tae sua acção mo– ralisadora. Os povos latinos qu e procuram uma

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