A Liberdade de Cultos

38 Tudo isso, e ma is, e muito ma is q ue t udo isso admitte e auctoriza o proj cto. A tu do isso dá fô ro de cidade entre nós. Tudo isso é dado po r licito ao povo bras ileiro, visto que a nova lei reconhece em cada cidadão o direito pleno, na– tural, inamissível, a faculdade nioral de, entre TODAS AS RELI GIÕES, entre TODAS AS SEITAS, escolher a q ue lhe pa recer melhor e mais commoda para salva r-se. O proj ecto abre, pois, la rgo espaço e ntre nós para tudo o que o fa natismo, a super stição e as más paixões podem suggeri r sob côr e p re– texto de relig ião. X Aqui me hão de atalhar, d ize ndo: Pe rd ão, o proj ecto põe um limi te qu e salva tudo. T em o lim ite da repressão legal, a que ficam sztjez"los os que 1to itso d 'essa liberdade, commettenm alg um delicLo. Triste moral qu e se ci rcumscreve dentro dos limites da lei civi l ! Quem não sabe qu e as le is humanas não pu nem, não podem punir todas as desordens, todas as abominações, todas as immo– ralidades, de qu e o homem se póde to rnar culpad ? Q uem não sabe qu e ha excessos que av il tam as raças, esgotam a fo nte da vida e abas tardam e degradam as sociedades, mas q ue passam em re– cessos obscuros, onde não podem penetrar os olha res da ma is v ig ila nte policia ? Q uem não sabe q ue erros fun es tos, supe rstiçõ s g ross iras, pra -

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