A Liberdade de Cultos

bem, o direito illimitado á liberdade de pensa– mento e de consciencia seria o direito á verdade e ao ê rro, á moralidade ou á immoralidade (o que é absurdo). 4. 0 « Se foss e livre a cada um pensar o qu e quer, deveria ser-lhe licito pensar que póde livre– mente conformar seus actos aos seus pensamentos, isto é , faze r tudo o que quer. A liberdade de obrar a seu modo, é a consequencia log ica da liberdade de pensar a seu modo. Ora, es ta consequencia acar– r e taria toda sorte de desordens. Logo é falso que o p ensamento seja livre, como qu e rem os livres pen– sadores, que mais que tudo aspiram a ser ,livres– dizedores e livres-fazedores. O homem é obrigado a bem p ensar, afim de bem dizer e bem obrar ,· tal é a ordem querida pela razão, justiça e verdade, por Deus mesmo. » ( 1) Mas, se a intelligencia não é livre em face da verdade em geral, como é qu e o se ria em face da ve rdadeira R elig ião? Se o geome tra que demonstra o theo rema do quadrado da hypothe nu sa, não dá, nem pode dar como sustentavel a contradictoria d'esse theo– rema, porque a verdade é uma, exclusiva, intole– ran te para o ê rro; como querem que a verdadeira Relig ião não exclua, não condemne as qu e a con- ( 1 ) Questions religieuses et sociales de notre temps, par Mgr. Henry Sauvé, pag. 115, 116, 117.

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