A Liberdade de Cultos
27 2.º A verdade é distincta da razão, pois é o obj ecto d' ella . A razão é contingente, a verdade increada. A razão relativa, a verdade absoluta. A verdade qu e é independente da minha razão, que subsiste na mente increada, infinita do Creador, perante a qual estão presentes os typos ideaes de todos os entes creados, creaveis e possíveis que Elle eternamente contempla, se impõe á minha_ razão como sua lei immutavel, com? sua regra absoluta. Eu só penso bem quando o meu pen– samento corresponde exacto á verdade ou á rea– lidade das cousas. Minha adhesão subj ectiva não é que constitu e a verdade ; pelo contrario a ver- "" dade é que determina o valor de minha adhesão, subj ectiva. A minha faculdad e de pensar não é pois livre em face da verdade ; é obrigada, pelo con– trario, a conformar-se a ella, a repousar n'ella como minha vontade é obrigada moralmente a conformar-se ao bem e a repousar no bem. O êrro é tão reprovavel como o mal. Portanto é um absurdo dizer que o homem é livre de pensar como quizer, e que se deve ter para com qualquer convicção o mesmo respeito que se tem para a ver– dade. 3.º « O direito começa com a verdade e a moralidade, e acaba onde acabam esses nobres obj ectos. Ora, como a razão humana póde enga– nar-se, e por isso mesmo desviar a vontade do
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