A Liberdade de Cultos

• 26 muito logicamente reclama e exige pa ra o seu ensino a adhesão de todas as intelligencias. No dia em qu e ella, ni vela ndo-se com as se itas ephemeras qu e se têm destacado de seu seio ou com os scepticos livres-pensado res mo– de rnos, proclamasse a lz"be'!'dade de conscienàa no sentido que acima declarámos, isto é, no sen'tido qu e todo homem tem o dz"rez"to, tem a .faculdade m01,.al de abraçar indiffere ntemente qualquer seita, qu alqu er relig ião, judaica, mahome tana, não im– porta qual, sem de trimento de sua e te rna sal– vação, n'esse dia a Ig rej a se teria moralmen te s ui cidado. E lia mesma rasga ria · as paginas do E vangelho que se re ferem ao seu estabelecimento, á sua cons tituição, aos seus pri vilegios, á sua aucto– ridade, á sua missão divina, ás suas luctas e vic– torias a té o fi m dos seculos, annunciadas nas subli– mes p rophecias do Novo e Velho Testamento. É impossível. Repug na ao simples bom senso seme– lhante supposição. E com effe ito, como abraçaríamos nós outros catholicos essa libe rdade de consciencia, se a p r opria razão a repelle ? VII I .º A razão humana é limi tada, fa ll ivel, su– j eita ao êrro. Log o não póde ella ser a sua propria r egra.

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