A Liberdade de Cultos
• 25 de ouvir o rnagisterio publico de urna Igreja sob pena de ser tido como um ethnico e um publicano ('). E como se imporiam os ensinos proprios das rnultiplas seitas protestantes á consciencia universal, se ~lias mesmas não se entendem, se ellas se contradizem entre si, se os proprios corypheus do Protestantismo variaram verg onhosamente em suas profissões de fé ( 2 ) ; se cada protestante, g raças ao livre exame, que é o principio cardeal do Protes– tantismo, póde sustentar hoje como desnecessaria á salvação a doutrina qu e hontem professava como obrigatoria? Que é o Protestantismo, senão um grande deshbrador de crenças ? S enão urna porta aberta para o racionalismo puro ? Mas a Ig reja Catholica Apostolica Romana, oh! não, que ella se define a unica verdadeira Igreja de Jesus Christo, a I g reja que elle chamou sua ( 3 ), qu e elle fundou sobre S. Pedro, de quem o Pontí– fice Romano é o legitimo successor, e contra a qual, como Elle prometteu , não prevalecerão jámais, corno não têm prevalecido durante mais de dezoito se– culos, as potencias do infe rno ( 4 ). Firme na fé que t em em sua instituição e auctoridade divinas procla– ma-as em face do universo a Igreja Catholica; e • • ( 1 ) Palavtas de Jesus Cbristo no Evangelho : Quem não ouvir a / gn!ja, u.1atuloporumpagãoe11mpublica110. l\[altb. XV 17. (2) Vide n obra monumental de Bos~uct: L es Variatio11s. (ª) M:allh. XVI , 18. ( 4 ) libd.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0