A Liberdade de Cultos

14 Ha pouco viajando eu n'um vagão reservado com pessoas de minha famil'ia, um es trangeiro protestante ousou pene tra r no vagão, e ahi so rra– teiramente depoz um folheto, che io de blasphe– mias ascorosas, de injurias g rosseiri ssirnas contra a Religião Catholica, como o havia já espalhado entre os outros passageiros . Na minha propria Cathed ral , no momento mesmo em qu e o povo reunido celebrava a festividade do mez de Maio em honra da Santíssima Virgem, um propagan– dista pe net rou no sagrado recinto, e largame nte distribuiu entre o povo um folheto infame contra a vi rg indade da Mãi de Deus ; e quando p:ssava, pela mais vistosa rua de Bel em, o prestito solem– ne de uma procissão, em que tomavam parte o Bispo com todo o seu clero e as aucto ridades civis da província, um vasto le ttreiro , suspenso de uma das janellas, increpava de idolatria esse acto do culto catholico. Omitto outros muitos factos . Tudo isso fazem, e a tudo isso se atrevem entre nós os protestantes, sem que ninguem lhes vá ás mãos. Mais: casam os catholicos ig noran– tes, que a elles recorrem, só para se furtarem ás salutares formalidades com que a Igreja faz pre– ceder os matrimonies no intuito de assegurar a moralidade e a perpetuidade das fam ilias; casam parentes, casam até Padres apostatas, sem nenhum respeito a impedimentos, nomeadamente ao da

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