Relatorios aprezentados ao Sr. Governador do Estado do Pará, Dr. Lauro Sodré, pelos chefes das repartições estaduaes
- 90- L\fPO. TO. Peço-vos permi ssão, s r. dr. Go\ e rnado r. para fa li ar con1 a maior franqu za: os nossos impos tos s ã cr a– dos sem es tudo, sem me thodo, sem atte n ção a o n, e io onde as lei devem ser executadas, sem c h id raç'lo á circumstancias especiaes determinantes d maiÓr e l - vação, ou diminuição das taxas. A' decretação de nossas le is co ntinúa a pr s idir o mesmo expediente do antigó regimem : n e nhum s yst - ma, estratagemas sem inte resses, provide ncias de deta– lhe, medidas incomple tas, organisaçõe s mutiladas ephemeras; falta-lhes o concurso poderoso dos home ns pratices, d'aque ll es que es tão acostumados a executar e faz er executar as leis; porque só es tes sabem co n he– cer como terão ele ser cumpridas; os attrictos qu e lhes retardarão a marcha; o excesso de pressão que l hes perturbará o funccionamento regular. - A nossa lei dé incompatibili dades ele itorae s foi rigorosa de mais. ão sendo a scie nci.a de l egislar u n i a sciencia abstracta, mas sciencia concreta, insp irada mais pelos factos de obse rvação, pelas prudentes li– cções da experiencia, os corpos legis lat ivos constitu ídos com a exclusão do pessoal pratico, fica inhibido de discutir e approvar leis extensas e minuciosas , qu e tudo possam prever, que regulem até as minirn s miu– dezas de execução, como se tem inte ntado fazer. A nossa nova organisação o exige , assim o quer, mas falta-nos a resolução, ou a vontade ele viver vida nov:1., e obter assim os eleme ntos principaes para conseguil-o de prompto. Já o escreve u, por isso um notavel es tadi sta portuguez, o s r. L. d ' A vila : << Uma reforma corre grave risco . de se comprometter, q uan– do se pretende impor de um jacto, ex-dbritpto, sem preparo nem progressão. >J E' preciso, emquanto nos affeiçoamos ao novo
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0