Relatorios aprezentados ao Sr. Governador do Estado do Pará, Dr. Lauro Sodré, pelos chefes das repartições estaduaes
-4-- L~IPORTAÇÃO DOS O TROS E. TADO. Continuare i sempre a manii star-me e m favor da decre tação de impostos, que venham p ro tecre r os nos– sos productos, ou be n~ficiar o Estado. Com a co nsc_i e ncia á ditar-me um cumprimento de deveres, r e clame i sem– pre em favor da caúsa, que te nho com_o b?a ; o Co n– o- re sso continuará a resolver como at hoJ e; mas e u ~egistrarei os meus esfo rços : mai s tarde s r e mos jul– gados . - ig ual dade do impos to ~o bre o ~b_aco! qu e r seja ou não de producção nossa, e uma 111JU s t1 ça. O ta– baco do su l, de qualidade inco ntes tav e lme nte in fc rio.r ao nosso, vem pe la sua compete ncia lepreciar o m e r– cado, traze ndo á nossa lavoura prejuisos, qu e só pode bem avaliar qyem conhece os preços obtidos hoj e : occasiões ha. em qu e o valor do nosso producto não é sufficiente para o pagame nto do impos to ; d'ahi advirá com certeza o desanimo do lavrador; o abandono da cu ltura ; mais um mal para o Estado. Em compensação ning uem poderá dize r q u e é g ravoso o imposto de me nos d e 20 r é is p o r caixa d e charutos ; o de 2'1!,250 por urna barrica com cigarros; nem o de 7 5 ré is por uma lata d e 500 g rammas d e tabaco migado. Fosse a compete ncia exercitada em condições ig uaes, e e u seria pela liberdade do comme rcio, e m. favor do con sumidor; mas as condições da competencia são dive rsas, o braço e o capital são e ntre n ós de muito maior valor, qu e no Rio, Bahia, o u Minas , d'on – d e recebemos s imilares por pre ç·os os m a is baixos pos ·i_v~is; e desde que o cons umi do r pouco escrupuloso e factl1mo de contenta r, como o elo nosso inte rior se satisfaz com o mai s barato, o lavrador, longe ele pr~cu– rar melhorar ou con se rvar bom o cultivo e fabrico , buscará um me io de baratear o tabaco . Dir-se-ha que
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