Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na 1ª sessão da 9ª reunião ordinaria, da 7ª legislatura, em 1 de dezembro de 1908, pelo intendente senador Antonio José de Lemos
o o 3 de adquirir rapida fortuna, em um me io presupposto de exploradores, como propalam em geral os que de lá vollam desilludidos, ou mesmo enriquecidos pela prolecção de dislinclos paraenses, a quem não lhes apraz confessar o que dernm. e ha, entreLa nlo, neslas terras brazileiras, um canto cheio de riqu ezas o luz, onde o forasteiro cnco nlre ho pilalidade fran ca, sem preconcei tos de bairrismo. suaves facilidades de vida hones ta e com– pen adorns retribui ções á proba aclividade- essa região abençoada é o Pará. A sociedade b'eleme11se, culta, educada, já basta nte fina e exi– gente nos seus meios de exislencia, lem um grande defeito sob o ponto de vista d? progt~esso ?as. cidades modernas, _o defeito_ de todas as sociedades a111da nao a tl111g1da pela depravaçao e egoismo das capitaes adeant~das, confia faci lm~nle, com excessos ele bondade, no prestigio Jitlerano, arl1st1co, óu social, cle que se fa z cerca r a ma1ona dos forasteiros que ao Pará vão, á cala de extraordi11arius resultados para obras muitas vezes insignifi cantes. Jornalista que alli chega é, desde logo, t:ercado pelo carinho de toda a imprensa, e recebido, onde se apresenta, com a mais elcYada estima. E' certo que nem todos podem colh er egual renumeração aos seus esforços, mórmenle quando occasiões ha em que se succedem, sem dar tempo aos am igos dos chefes e pessôas grada , que os pro– lejem affectuosamente, a s_e refazerem dos sacrifícios a nteriores. O n.rlislas do merec1menlo encontram sempre facilidade unica, sem qu e possam aprese nta r simila r cm qualqu er outro Estado, para a bôa collocação dos seus tra balh os. Os industriaes e comrn ercianles, desde qu e não e deixem se– duzi r pela rapidez de processos menos di anos e honP los de obter fortuna, que os ha por toda a parte, ainda que em menor escala do que na capital da Hepublica , encontram o amparo do bons e vivem cercados da consideração geral. Para que não se p n e que e, lá a phantasia r, qu em dos ho pi– laleiros paraenses acaba de receber inolv idavcis e capli vanles provas ele apreço, citaremos exemplo , ·om sahir de factos recentes e de homens que per s ua posição e no111 eada, terão prazer, es tamos cer- tp, de confirmar nossas assen,:ões.. . . Juyenal Pa ch eco, Raphael Pmhe1ro, Ozo1·10 Duque Estrada, Se– bastião Sampaio, visitantrs recentes e os demais jornal istas que acompanharam o actual Presidente ela Republi ca, em sua excursão pelo norte, devem co nserrnr do Pará, ela sua sociedade qu e os cercou de valiosa esl1ma, elos chefes poltl1cos que os cumularam de affa– bilidades, as mai gratas recordações. ó a inten sidad e da Yida ca– rioca e os mu itos al'l'azeres das snas profi ões o· t·m clec rto afas– tado do deYcr de co rrigir le,tlment e invcnçõe e calu1~nia , gr~tuita– menle as acaela.- con tra os homens e as cou,a parnen es, qu e elles elei·em intim~ men te conh ecer. Arth ur Napoleão, culto esp írito ele fin o artis ta, que jã nos liabi- ' tuamos a considerar no_sso, Cer111ccl11aro o ex imio Yiolini ta que o acompanhou em sua ultima Yiagc 1~1 ao Norte, educados no fin o trato da melh or soc iedade brazde1ra, nau se ca11 çam de apregoar a adm i-
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