Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na 1ª sessão da 9ª reunião ordinaria, da 7ª legislatura, em 1 de dezembro de 1908, pelo intendente senador Antonio José de Lemos

39 ração, respeito e carinho com que os recebeu a ociedade belei~euse e o amparo di slinclo e clecl1cado dos seus mais grados membios. Enlre arlislas do pincel, de notoria nomeada, c1laren~o. com prazer: Calixlo, Parreiras, Aurelio de Figueiredo e Fernandes Ma– chado. Além da facil e renumeradora collocação que ali , olitiveraf!l, quasi todos, de obras suas, que J,oje abrilhantam a grande gal~na de pin turas elo Pará, partiram de Belém cercados da esl1ma e apreço de um Eslado em que a cultura das artes já es lá bem adcautada, como demonstraremos no decur"o d'esle modesto csluclu. Engenheiros nacionaes e ex trangeiros, sem a mín ima preoccupa – ção de bairrismo, são aproveitados, até como clirectores ?e _serviços ela maior imporlancia, em Lodos os mcsléres ela sua prof1ssao a que se queiram dedicar. Ao enycz do lemma de outros E lados-esta terra pertence aos que n'el la nasceram -o Pará é campo aberto e vasto a todas as ex– plorações decente~, não lhe cabendo a responsa!Dilidacle dos abusos, que do seu generoso e cordial acolhimento fazem as escorias soc1ae~, para elles impellidas pela repul ão elo meio onde se tornaram noci– vas excrescencias. Aos espirilos rectos, aos homens a quem a pratica sen ata ~a vida e o conhecimen to ela cousas do Brazil dotaram de imparcial criterio, a desregrada, levian a e ultra apaixonada campanha, aberta conlra o Pará, com requin tada falta de escrupulos, cm uma parle da imp re nsa carióca, justamente na qu tem o cunho vermelh o das ve– hemencias inconclicionaes, não pócl ser verdadeira, clesinleres ada, nem justa. Ignorando os co lumes, o meio, os recursos, a ed ucação e até a geographia elo Pará, não se trepida, entrclanlo, em assaca r as maiore · calumnias, contra uma parle ela Patria, contra brazileiros nos os irmão , cujo ele c1eclilo repercute fó ra cio paiz como descre– dilo de lodos nós . Felizmente para e. se grande E lado, vivem em seu seio e o ".i ·itam co11 slanlemenle exlranrreiros notaveis que, em obras muito 0 hdas na. Europa e entre nós desconhecidas, apreciam-lhe auctonza- o damente os recursos, o progresso e os costumes, assignalando aos gratu itos delractores, a qu e nos referimos, posição que não os deve. honrar. Já o dissemos algures : nós os brazileirns cen uramos acrement_e os povo do velho mundo por descon hec erem a geograph ia., a poh– t1ca, os habitas do l:lrazil e o eslado el e progres o Ll'esta nação no convívio 1nu11dial; en lretanl o. ignoramos, em geral, lu do quanto diz re..peilo aos nossos Estados rnai lungin4uos. 1~' ele um ricliC"u lo, verrlacl eir3111ente laslimavel, a ingenua par– voice com que damos credito ás 1na iorn patra nhas, inventadas com relação ao Par~t, Amazonas, l\l at to- Gru. so ou Goyaz, por um de. co– n hecido qualqu er, mai. ou menos a ud az, que de lá venha, sem mcla– garmu · ela rei:;ponsali dad';! cio seu nome, nem do in teres e OLl da paixão qu e o possa impul ·ionar. E, como a tend cnc ia das soc iedade mal edu cada · seja a me ma das e madres dos bairro~ baixu.· , ele acred itar e transrnillir aze-

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