Relatório dos negocios da Provincia do Pará

( 24 ) cal ço tlos nu~erosos tl'aficantes, que . vag u~inõ pelos nossos n os, e que burlaõ as pesquisas da JUS– tiça mettenclo-se nessas 1·a1)iÜas e }io·e iras mon- i ·1· d b t ari::i s, com o auxi 10 as quaes some1n -se n'um 1na1'e magnitm de canaes e r oL1eios no immenso ar chipelago do Amazonas e Tocantins. Com. is– so teremos uma economia ; se tivesscmos de aln– gar um vapor, o fr ete seria de 2:0U0,%000 r éis mensaes; no entretanto, que possuindo o nosso, será unicamente de um. F!nauça§ da 1wovineia.- O P ará est á, a res– peito de :finanças em uma excellente posiçaõ. Se per correrdes os r elatorios de outras provin– cias do imperio vereis a prova desta asser çaõ. Mas , com grand e pezar vos vou dizer que, se a assen1bléa provincial naõ for muit o severa cm seo procedimento t eremos muito breve deficit. O or çamento, sem nenhuma das medidas de que cu necessito par a empr ehender cousas uteis, offerece já o deficit de r éis 87:236$67 2, porque nossas despesas tc1n cresciclo d e anno {~ a nno m proporçaõ maior do que nossas rendas. Se se effectua.ssem est e anno todas as dP-spesa vot adas, o dinheiro da r enda não chegaria para as despesas; e •portanto, nest e mesmo exer cicio .d e . 1864 teríamos de ter defi cit. Deveis gast ar e gastar muito com cousas pro– ductivas. Ei s ahi está a razaõ por que as unicn.s Vel'bas que augmentei no projecto de orçamento, fo r al, r elativas á materia de navegaçaõ e estr adas. Chamarei, terminando este ar tigo, vossa a1.ten– çaõ para. um fact o aa maior importan cia. Nossa renda basea-se toda ou quasi toda na borracha. E ste gener o está suj eito á oscillacões var iadí ssimas no mer cado, de sor te que nossd or-

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