Relatório dos negocios da Provincia do Pará

. , ' 7' ) e d'ahi re,;ntltarú mco pcn::iamento com os fonch– weutos cm que cllc se assenta. ('ansas ,,ue impede111 o tlc.scn,·oh·lmento d:1 l:u·o111·a e 111clos tlc 1•e1110,·el-as.-O povo 1l.t "º?:;a proYint.:ia ó do::; mais atrazaclos que tc- 11ho VIi:ito no Brasil e vi,·c disseminado cm pa– lhoças, que não oft'crecem nem os mai,:; indi:;;pen– s:weis confortos da vida. Quando atravessei a zona do 'focantins, admi– rc:i-1110 lle vêr pobres choupanas, cobertas (lc pa– lha, despidas de mnros, sem divisões interiores, crnu1s do:, mais insignificantes moveis, visto co– mo todos os seus instrnrncntos se resnmem a uma (':tnúa, a um cão lmH1, faca, anzóes, primitivos • ' 1 mstrumentos de caça e pescn, a guma roupa e pane1ros. Perguntava eu n mim rnes1uo: como é ([llC cs- / ta gente vive e se sustenta? E os fa~·tos 111c i:1o respondendo, que clle:-:, nascidos no me10 da abun- 1 dancia, cstcndiüo a mi'ío p,u·a colher os fructos; e, como os passaros e ani1naes selvagens, que na na– tnrcsa. encontrão tndo ni'ío se occnpão do dia a·a– rnauhã, porque soLre ~ dia d'munnlüt Veo::; provi– dcncinr,í. A industria. ó o resultado do esforco da. intel– ligencia do homem para satisfazer nnu~ necessida– de que a.pparece. Portanto, em quanto não exis– tir a necessidade, não haverá razão para qnc exi~– ta in<lw:;tria. Toda tentativa, portanto, quer clla seja de corpos de trabalhadores, quer venha disfarr.ada sob outro nome, é feita cm pura perda. Crear nccessida<lcs, civilis:u1do o povo e dan– tlo-lhc instrucção, são os meios de fazer apparc– cer industria; são lentos é certo, mas são tarnl>ern os uuicos seguros.

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