Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na primeira sessão da sexta reunião ordinaria da nona legislatura, em 2 de março de 1914, pelo Exmo. Sr. Dr. Dionysio Ausier Bentes,

Se as condições financeiras da Intcndencia o pcrmittisscm cu rn abalançaria a determinar que algumas das nossas principaes vias publi– cas fôsscm dotadas com calçamentos modernos, semelhan ça dos que se tem prat icado nas mais importantes capitaes do mundo. Cogitei mesmo de calçar, se não cm toda a largura pelo menos cm fai xa com·cni ente, a avenida Tito Franco, inclusive um trecho da praça Flori él ll ü Peixoto. Por este modo sa lvaria o bosque Rodrig ues Alves, unico nacional no oenero, do esquecimento cm que vive, proporcionando ao mesmo tempo um passeio ,1grada\·cl aos automobili stas. Parn demonstrar-vos a importancia quc ligo a melhorcm1ento desta nature7.a, porque interessam directamentc os muní cipes, de\·o dizer– YOS que dentro dos parcos recursos de que di sponho, tenho mandado executar o calçamento da ayenida Generafüsimo Deodoro a partir de São Jeronyrno, ,lttingindo presentemente as obras ao Hospital da Bencficiente Portugueza, que por essa razão já gosa de grandes vanta– o·cns decorrentes da facilidade de transporte. n Penso gue esse calçamento de\·e proseguir, mesmo com sacri fi- cio, pela rua D. Pedro, até ligar-se ao da avenida São João. ConsePvação dos pr>opr>ios munieipaes A verba votada para o custeio de obras durante o presente a11110, certamente rasoavel cm face das condições actuaes dos recursos de que dispomos, é, e_n~r~ta_nto, exigua e pode-se dizer que impossibilita de ter-se qualquer m1c1at1va nova. . Não _podendo ~cixar~se ao abandono os proprios rnunicipacs que c~ns~1tucm pa~mnomo essa v: rba scr;'1 quasi que absorvida pelas obras 111d1spensave1s de conservaçao dos rnesmo.s. ~r>bor>isação e jar>dinagem ~ rn 50lbs as cidades progressistas tem-se procurado diffundir a arbon~aç~w, quer sob ª f?rr~ 1 a de alamedas, acompanh,mdo as aveni– das pni:~ipa~s,. -~uer _con 5t it_u111?0 pa_rqucs e jardins nas praças publicas. E st ~ pr ,ltiu en1..ont_ra JL1St1fi cat1ya na plwsiolot1·ia dos veaetaes. Assim c 01 :no os ammaes, respiram tan1bem is veo·etac~ e essa funccão se reali sa por n1e1·0 d·1s r 0 11 1 · · :l ºb ' ~ \ , • · e • 1 ' as, C011S1Stllll O llél él SOrpÇé1O l Ü oxygeni? do ar e no de~prend11nento do acido ca rbonico. E1~tret,rnto ª funcçao chlorophylliana occasiona phenomenos .de ordem mversa. As meS( 11 ª 5 ~oh~s- assim coma t@das as panes verdes •dos._y~cgc– tacs submett1d~s ª a1..çao ~a luz e em conscquencia de sua chloroph,;lã;" ab~orv_em o acido c~rb~nico do_ar e tkcompocm-n'o, fi xando nos s·eus tecido~ o carbono e deixando hvre O oxygenio. ·

RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0