Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na primeira sessão da sexta reunião ordinaria da nona legislatura, em 2 de março de 1914, pelo Exmo. Sr. Dr. Dionysio Ausier Bentes,
1 I 176 REL\TORIÓ fi 1 - 1 · s ou e.-- p1·essõcs que ellcs alumnos, a 1111 te nao empregar pa :1v1a. ., possam ignorar, sem que lh'as explique . . . 2) E,·irnr a multiplicidade de termos p~rf s1grn~car :t mc_s_~na idéa, po rquanro esta multiplicidade produ zira confusao no espuito dos 111eni nos. 3) Bast.ar a significação dos novos termos na analog ia ou identiJade, pd.t indicação dos syn o nimos; na etymolog ia, quando as pal..i.vrac; tiverem raiz conhecida. . 4) Ser sobrio de definições, e contentar-se com um_a unica formula para definir uma mesma cousa, por isso que .-1ao deve exigir d ::: principiantes no estudo definições rigorosas e geraes, mas sim exact:is e sufficientesll . 2.ª parte. En sina r a contar de r até- 1 .ooo. Representação no papel e no qu.adro neg~·o de F1umeros formados de dois a quatro algarismos. Sommar e subtrahir. Soluçao de pequenos problemas <la vida pratica, sempre de natureza concreta . «T oe.las as faculdades das criancas devem ser exercitadas, porém, de modo com·enicnte. Substituir o en sino das idéas e <los factos, pelo ensino de palavras e formu las;- obrigar a memori~ <lo me nino a conscn·ar cousas que não podem ser comprehe11<l1das, ainda quando cxplicadas;- apresemar d isscrtacões abst ractas á sua razão ainda não a,·igora<la, seria proceder de 1 ~odo irracional, po r– que dess.i fórma ferir-se-iam de frente as mais comesinhas leis do desem·oh-ime:mo intellecmalll . Licçõcs de cousas. J . • parte- (Prog ramma do Estado) . C~lloquio do proÍL:sso r com os alumnos sobre animacs e objcctos de trato tlomesnco . (Exemplo : -fala r de um do: inqaerir se conhecem o animal, seus membros, s ua cór e sua domesticid_ade;-dum chapeu, e pe rguntar para 9ue serve, quando de,·e ser u sado, L:tc. --O s dias da scmana. - A mão direita; a mao esque r– da; os dedos; a rua o nde tica o grupo ou a cscola, e a casa de cada um. - A cidade ou vi lla c:m que n1ora111) . . Exe r~icios dos SL:llllt~os. PL:r~untar o quL: a c ri ança v~, ou,·c, palpa ou cheira. (Exemplo : -~1ue Yc o :nL:111110? uma t-sponja, um g iz; que ou,·e ?- o sino, a campa, o•· g ritos; que palp,1 ?--a c.1rteira, o iivro; - que cheira ?-o lenço etc.). c,Não se esqueça o professor, mestre e christão , q ne, se lhe é facil ensinar aos alumno-; intelligL: ntes e estudiosos, porque lhes ba~ta _uma cuna explicação dada a proposito, um sim ples :1,·iso e p_n nc1p tl111en.tc a c_orrcc_çfo dos trabal h?s ;--os preguiçosos, _os _que tem pouca 111tclligenc1 a e os que, fóra da escola, não d1~poem do tempo neccss;1rio p:1r,1 hem pn:par.1r as li cçües, esses carecem de toda .~ pacic 111.:ia do mestre, 1nr.1 as 111,1is min uciosas explicações; de toda a sua bomL1dc, par.1 .111irnal O!>; lk toda a su:1 piedade, para nao tornai-o -; r~spons,1,-~i-;_ por f lt.1s de que sào clks ac., mais b111enta,cis c pn!llL'1r:1:, , 11.:ll1l1,1s,> . 2 .• p.trtl'. \'arias f<'innas de linhas: recta, cur'.a e quebrada. O professor para m.1is intuiti,amcntL L'_X pôr e~ta li cc:ai:i :;obre stmelham;as e diHerença . <las linhas, s~·n ir-!>e :1 de um:i fíta, cmn quL fa rá as linhas recrns e
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