Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na primeira sessão da sexta reunião ordinaria da nona legislatura, em 2 de março de 1914, pelo Exmo. Sr. Dr. Dionysio Ausier Bentes,

llEJ ..\TO RIO 11 . . Dos quadros estatisticos anncxos ;i.o al lud ido rclatorio consta que todos os generos agricolas d~ Estado teem . augrnentado de pro– ducção, antltando entre elles a fan nha de maniioca. E' com s;i.tisfacção que registro tal C11.:to_, p,)is ellc 1-c,·cla o e~rn~io ani111.1dor d,1s nossas forças productcras. cu10 descnYoh·imcnto tar,1 a reCOi~Si.Ítuicão economica do Est.1do. As baixas cotações s,10 ainda cstor\'OS que impedem esse des– enYoh·irnento, retardando a phase de plena prosperidade . lnfclizrnente, parece-me n;io serú ainda no decorrer do prc– . sente exercíc io que se senti rão efficazcs os resultados do moYimento animador que ,·enho de assign,tlar. A derroc.1da foi grande, ·a reco n~ srrucçJ.o ha de ser, natura lmente, morosa. . Mas, conhecida já cm grande parte a f~m;:,1 cconomica do Mun1- cipio pela apreciação do mo,·imento do ultii:10 cxercicio, apresentado, cm synthcse, no balanço junto e na !-cspe~t1,·,1 .demonstração d_a Re– ceita e Despcza, i_1 ão será, ass im, tarcb mui cspmhosa o equilibno .do orcamento cm ,·1gor. , A organizaçJo da escript,1 desta \foni cipalidade, além de metho– di zar o se~, mo,·imento hnanceiro, trnz a ,·antagcm de nos fo rnecer d,1dos Yerdadciros para a apreciaç:io real da noss:1força economica. Não são esses dados sufficientes para um trabalho perfeito sobre o assumpto, m:1s jú offercccm uma b,1sc para a\'aliaçJo do nosso recurso. E' assim que pelo qu,1dro da dcmonstraçJo da Receita I . ;'_0-s~. q~ie es_ta ,t~ti,:~i_L'. _ª i~1~portrnci,~ de ..J .966:-4 91 $-1. 22 ? ~pe~,H de pc_1 tui b,1d,1 n ,1 su,1 ,li I c~,~d,t½-_ao pelos mandados prohib1tonos exped idos _cont~·a ~sta ;\ 1 Iuni c1palidad_e, por effeito dos quaes foi esta ! ntcn~icnc1,~ !'lrc1udicada cm_cerca d_: 01!occntos_contos 110 producto. do imposto de L.onsumo. Assim, se 1.10 fora esLt mtcrcorrencia damnosa na arrccadaç?ío da Rcceit,1, esta ex.cederia de cinco mil e setecentos contos; e, ª!tendendo-se que o periodo a que me refiro foi O mais agudo d,1 crise que nos \'Cm molestando a Yid:i cconomica reconhe– ce-se que_os recursos do ?vlunicipio, uma ,-cz p ..::·fcitarnentc fiscalizada :~rcsf_ecti,·a ~1_ 1 :r~c,_1d_aç,~u, pódcm cobrir os cnc.1rgos dos sc 1,,·iços pttbli– co? e ,l MunJL-tpc1ltcL1dc , desde que taes cnc:1-rgos sejam creados com crndado e cautella. - ~?mo jú ,·os referi, a nossa producçCio agrícola mio-menta pro– gressl\~amente, mas este augmento ..tinda não satisfaz o c~1sumo pois que nao. ha sobras ou stock. Assim, a c_ausa primordial da depressão econon1ic,1 Jo nosso Es– tado, cm part1~ular, nJ.o é dc,·ida ,10 dccrcsc imo daqucl la ou do consumo mas tao somente ú Jqmx iiiçào da producção, produzi11du

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