Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na primeira sessão da sexta reunião ordinaria da nona legislatura, em 2 de março de 1914, pelo Exmo. Sr. Dr. Dionysio Ausier Bentes,

RELATORI O Bem orecarias se me afiauravam as condicà cs finan ceiras do .i\lluni- r o , · d cipio, quando assumi as funcções de seu gesto r, po rém m ais pcza ,is do que me pareciam fôram as difficuldadc:s a s uperar no lkco rr cr do exercício findo. E' minha convicção, á vista dos factos que se dcscnro_brarn du– rante o referido exercício, que outra situação eco no mi ca mai s g ra:·e e di ffi cil não havcr:i jamais · j)ara o .Município . O s aba lo s produzidos pela crise que desde muito vem trabalhando o Est;ido todo, os co m~ promissos pez:llios que cn.::ontrei , a ex ig uidade das rcmbs C.tlb_ "~7: menores, e uma di\'ida Auctuante ainda in calcubda, ío r,1rn . t c1:r~Y~is escolhos que fo rtemente perturbaram a Yida econorni ca do M L_1111c1pio, e para Yenccl-os, no que era mais preci so e urgen t e, soc~orn-mc de elementos e medidas que se me permittiam usar, ma_ncpnd o -os de modo a obter os rezultados que se impunham necessano s . E, as!)im, atr.n·ts de todas as difficuldades co nseg ui , p_ara O que empreguei todo o meu tenaz esforco, satisfazer os co mpromi ssos co n– tractuacs do Município, e, se não ·tenho a sati sfacção de cn cc~-r..i r 0 primeiro exercí cio da miqha rrestão sem dcjirit , é dc\·iLl o c ircum– stancias inamov íveis, apczar de fodo O meu g·randc empcn_h~), como melhormente vos exporei quando tratar do defirit do excrcic10 . No entreta_nto a situação geral do Estado, no m o mento ;lctu_al'. apresenta uma face senão animadora pelo menos p romet1cdo ra de dias melhores. A yrolonga_da ~risc que nos vem mo lest ar~do a v ida cco no mica parece lª ter attmgido ao seu pcriodo mais ag udo ; ;1cha-se, pre_s en~c– m ente, penso, pelo~ factos que se succcdcm; no período de pa_ralizaç;io ou r:1cll:.or de transição pará a phasc de franco declinio , cm nrtudc da apphca~ao L'.as forças producti vas da po pulaciio rural cm o utras Íontes de receita diversas. · Não sou optimis_ta. e no Jogar em que m e acho se ri;1 g raYc erro scl-o , mas . pcl_as cstat1 st1cas da produção do Estado , das q uaes O m e– lhor repositono actua] é o relatorio do sr. co ronel Le itJ0 C acella, di rcctor da Rc~c~e~or ia das Rendas Estaduacs, n bta- se bem q u e em todo O E st ado m1eia-sc um pcriodo de desen vo lv imento da lavoura, já bastante pronunciado . E' ~cm natural que a população rural do Estado , desilludida do seu pcr? ido r'l-dorado, que era a extracção da bo rracha, no qu al n ão encontrava nem a recompensa para os seu s esforços e incommodo s, nem . a scgurai_i ça para o conforto futuro, comprchcnda jú qu e a s u a ;icti v1dadc appli cada a outras fontes de trabalho melhor com pen sa o c:sforço empregado e com mais segurança a abr iga das c \·entua lidad cs futuras:

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