Relatório apresentado ao conselho municipal de Belém na primeira sessão da decima primeira reunião ordinaria da nona legislatura, em 1913
110 REL\ TORTO p r ecedentes, é anima dor t ermos de as. ever a r que o profes– · or ado em g rande parte é diligente e manifesta di sposição para o magisteri o. A commissão foi obrigada a r epe6r suas visitas as escolas, em alguma das quaes pela l a. vez , á hora em que o ser viço de vi a esta r no meio, depa r ou com a lumnos sem professo res, e n' outras nã o teve a sati sfação de ver nem e tes , nem aquelle . Bem e compr ehende a ori o-em de tudo isto, e do ma i · que tem s ido mencionado. r o meio da a na rchi a r einante, entregue o en riço a di - cri ção de serventua rios cujos deveres, pelo a fa. tamento el os campos de acção, e sua na tureza , escapam á qu a lque1· fisca– lisação, somo forçados a crêr que estas faltas se tenha m r e– novado, na certeza da impunidade. O profe so r municipal, es tamos certos, com as dev idas excepções, fun cciona quando quer e entende que deve fazel-o. Ha qua nto annos mantem o Muni cípi o e ta institui ção, eptretanto nun ca constou que alg un s dos alumnos el e sua ca– as de instrucção ti vessem feito um curso prima ria integral. Portanto, por motivos de fac il prev isão , j á de longa da– t a vem a incuri a de uns e a desidja de outros . E' nota vel a a u encia de in pecção , por nos obser vada e confirmada por in forme gerae ; e mui poucos te rmo de Yisitas vimos exarado nos r especti vos liv ros , um dos quae elo punho do sr. dr. Moura P a lha, quando clirecto r do ensi– no , e outro do sr. professor Tito Ca rdoso , inspec tor escola r. E' certo que va rios pr ofessor es nos exhibiram os livros desti nados a esse fi m, mas tambern é verdade que qu as i t o- · dos não se a cham r evestidos das fo rmalidaaes lcgaes, incl u– s ive a el a rubri ca do mesmo inspector. A escr ipturação dos livros de matricul a e ponto é que, póde-se affi rmar, está r egul a r. Talvez esta normalidade no meia de ta nta anormalida– de, tenha tido por factor a nece sidade da r emessa de no– tas exactas á Inspectoria e das quaes depend e o ·visto no attestado d_e exer cício par a per cepção de vencimentos. . São ~1~·nos de louvor es aquelles que em luct~ com as maiores d1fficuldades em épocas em que não recebi am seus venc1men1:os,_ procurar am appa r elha r suas offi c inas_intellec– tu~es elo md1spensavel pa r a poder inaugura l-as ou amda sup– pnl-as de bancos, carteiras, quadros , g iz , tinta , etc., pa r a seu regular funccionamento. O professor interi_no da « 24 de J aneiro.", si~u_acl a em Carananduba, Mosqueiro, contra expr essa d1spos1çao 1-_egu– lamentar, converteu sua escola diurna em noturna . Affirma
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