- 296 - festa a expressão eloquente do nosso civismo, da nossa fé, do nosso dever cumprido, é o que aspiramos. Bem haja o vulto venerando do eminente estadista, do grande patriota, que preside a esta solennidade, pela honrosa distincção que nos confere, permittindo que viessemas tomar parte n'esta festa patriotica e receber o nosso diploma n'este dia glorioso, em que a nossa cara patria recebeu, com o advento da Republica, uma nova aurora de luz e ele progresso. De luz, sim, pois que a ella elevemos a benefica expansão das instituições livres de ensino, que tão grande desenvolvi– mento tem dado á instrucção publica nacional. A fundação do Instituto. Civico-J uridico n'este Estado é obra de um espirito lucido e de alta competencia em assumptos de instrucção publica. A organização do ensino que n'elle se ministra obedece a uma alta concepção de utilidade publica . Alli a mocidade, que deseja cultivar a sua intelligencia na esphera de sua :,ituação, encontra o manancial de conheci– mentos necessarios, que a habilitam a exe rcer uma profissão condigna. E ', portanto, uma institui ção util e valiosa. E assim o tem entendido o eminente chefe da Communa, que a mantém com desvelado devotamento. Senhores, o nosso futuro está ligado a esse poderoso elemento de cultura nacional-o ensino profissional. A prova d'este meu assêrto ides encontrar nos Estados Unidos da America, onde a instrucção publica , obedecendo a este principio fundamental , occupa um vasto logar nas insti– tuições e na vida publica. Alli o orçamento da instrucção sobreleva a todos os outros; mas, em compensação a este grande onus em sua despesa, não reina alli a funesta endemia dos empregados publicas, por– quanto, em cada operaria ou artista se encontra um profissional. E ' por este moth·o que n'aquella grande Republica a instrucção representa o ma is poderoso elemento ele sua liber– dade e de seu progresso.
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